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Brasil evita seminário de energia nuclear, apesar de convite do governo Trump

Brasil não envia representante a seminário dos EUA sobre reatores modulares; Itamaraty cita prazo curto e outras atividades internacionais como impedimentos

Christopher Yeaw, secretário-assistente para Controle de Armas e Não Proliferação, durante o seminário First, em Buenos Aires
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  • O Brasil foi convidado pelo governo dos Estados Unidos a participar do seminário First sobre uso responsável de reatores modulares pequenos, realizado em Buenos Aires de 2 a 4 de junho.
  • O Itamaraty informou que recebeu o convite formal em 13 de maio e manteve contatos com a embaixada dos EUA, mas não houve tempo hábil para consultas internas e coordenação interinstitucional.
  • O Brasil não enviou representante oficial, apesar de haver delegações de Argentina, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Jamaica, México, Paraguai e Peru.
  • A embaixada dos EUA afirmou que o seminário contou com especialistas de Canadá, Japão e Reino Unido, sendo a principal autoridade presente o secretário-assistente do Departamento de Estado para o Escritório de Controle de Armamentos e Não Proliferação, Christopher Yeaw.
  • O Itamaraty destacou que o Brasil não participou de edições anteriores do First e que tratativas com outros países não influenciaram a decisão de participação no workshop regional.

O Brasil foi convidado pelo governo dos Estados Unidos a participar do seminário First, dedicado à cooperação em energia nuclear civil com foco em pequenos reatores modulares. A decisão de enviar ou não um representante, porém, foi adiada. O evento ocorreu em Buenos Aires, de 2 a 4 de junho, com a participação de delegações de diversos países da região.

Segundo o Itamaraty, o convite formal foi recebido em 13 de maio. A pasta informou ter mantido contatos com a embaixada dos EUA sobre o tema, mas alegou falta de tempo hábil para consultas internas. A agenda internacional já estava cheia, o prazo era curto e não houve coordenação interinstitucional suficiente para eventual participação oficial brasileira.

A embaixada dos EUA na Argentina confirmou a organização do seminário, que é coorganizado pela Comissão Nacional de Energia Atômica, do país anfitrião. Além de latino-americanos, o encontro contou com especialistas do Canadá, Japão e Reino Unido e contou com a presença de Christopher Yeaw, secretário-adjunto do Escritório de Controle de Armas e Não Proliferação.

Participantes convidados, de acordo com o evento, incluíam Argentina, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Jamaica, México, Paraguai e Peru. O First é apresentado como uma plataforma para discutir o uso responsável de tecnologia de reatores modulares e padrões de segurança nuclear.

O Itamaraty informou ainda que não houve registro de participação brasileira em edições anteriores da iniciativa First. O país já demonstrou interesse em tecnologia de SMRs em discussões com a Rússia, destacando potencial para regiões de difícil acesso, como a Amazônia.

O seminário, segundo a delegação americana, busca promover a segurança energética global ao incentivar a cooperação entre países que exploram soluções nucleares inovadoras, mantendo padrões elevados de proteção e não proliferação. O Brasil disse não ter influência da diplomacia brasileira na deliberação sobre eventual participação no workshop regional.

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