- A Câmara dos Representantes dos EUA tentará, nesta quinta-feira, aprovar uma extensão de curto prazo para a seção 702 da Lei de Vigilância Externa (Fisa), que permite a interceptação de comunicações estrangeiras sem mandado.
- Os democratas afirmam que vão barrar a renovação como protesto pela nomeação de Bill Pulte, aliado de Trump, para diretor interino de inteligência nacional, citando falta de experiência em segurança.
- Sem autorização do Congresso, a seção 702 pode caducar na sexta-feira.
- A extensão proposta, até 2 de julho, seria votada por meio de um processo rápido, mas conta com voto pouco provável de apoio devido à oposição democrata.
- O Senado já rejeitou a extensão na semana passada, com democratas, exceto John Fetterman, votando contra, e sete republicanos também contrários; a agência pode continuar coletando sob ordem judicial vigente até março de 2027.
A Câmara dos Representantes dos EUA tentará nesta quinta-feira aprovar a prorrogação de curto prazo de uma poderosa lei de vigilância. A votação ocorre em Washington, DC, em meio à controvérsia sobre a nomeação de Bill Pulte para o cargo de diretor interino de inteligência nacional pelo governo de Donald Trump.
Os democratas dizem que vão rejeitar a renovação da Lei de Vigilância de Informações Estrangeiras (Fisa) por protesto à nomeação de Pulte, um doador conservador de alto peso, para chefiar a inteligência. Sem autorização, a seção 702 da Fisa deve expirar na sexta-feira.
Os republicanos tentam acelerar a extensão por meio de um processo de votação rápida, que exige maioria de dois terços, pouco provável diante da oposição democrata. O ponto central é manter a seção 702 operante até 2 de julho, caso a lei seja reeditada.
Caso a renovação não seja concluída, o programa não desaparece de imediato. A Justiça de Fisa renovou, por um ano, as medidas de coleta até cerca de março de 2027, e a própria lei prevê continuidade da coleta sob esse mandato mesmo com a expiração formal.
A rejeição na Câmara acompanha a recusa semelhante no Senado, onde a votação falhou na semana passada. A posição democrata abriu espaço para críticas sobre a escolha de Pulte, que não tem experiência específica em segurança nacional, segundo o partido.
Em resposta, os republicanos mantêm a pressão para uma solução rápida, destacando a necessidade de evitar lacunas significativas na coleta de inteligência estrangeira, conforme carta conjunta de líderes senadores de comissões de inteligência e justiça.
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