- China, Rússia e Turquia pediram a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e o fim dos ataques, no terceiro dia de ofensivas na região.
- Os Estados Unidos atacaram Teerã com mísseis; um petroleiro próximo a Omã, o Jalveer, foi atingido e a tripulação de 20 indianos foi evacuada com apoio da Marinha de Omã, após incêndio na casa de máquinas.
- O Irã respondeu com ataques a bases militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein; o Kuwait interceptou alvos e abriu temporariamente o espaço aéreo; uma menina de 11 anos ficou ferida em Hamad e Manama.
- O bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos desde abril continua, com Teerã afirmando que a rota marítima está fechada até novo aviso.
- Sobre o acordo provisório, o impasse envolve a liberação de ativos iranianos: Teerã busca entre 6 bilhões e 12 bilhões de dólares, enquanto Washington defende liberação gradual; o esboço prevê afrouxamento temporário sobre Hormuz e retomada gradual da navegação em troca do fim do bloqueio.
O governo dos EUA lançou ataques aéreos contra alvos militares no Irã durante a madrugada, em resposta a ações consideradas hostis. Em retaliação, o Irã afirmou ter atingido bases com forças dos EUA no Kuwait e no Bahrein. O terceiro dia consecutivo de ofensivas elevou as tensões na região.
China, Rússia e Turquia defenderam nesta quinta-feira a retomada das negociações entre EUA e Irã e o fim dos ataques. O objetivo é evitar a escalada que pode derrubar o cessar-fogo de abril e desencadear um conflito maior. Autoridades chinesas pediram o fim imediato das operações.
À beira de Omã, um petroleiro indiano foi atingido. A embarcação Jalveer, com bandeira da Guiné-Bissau, teve incêndio na casa de máquinas e seguia para o Golfo de Omã quando solicitou socorro. A tripulação de 20 pessoas foi evacuada com apoio da Marinha de Omã. O ataque é o terceiro a navios com tripulação indiana em uma semana.
O Comando Central dos EUA divulgou vídeo que confirma o ataque ao petroleiro, atribuído ao bloqueio imposto ao Irã. Na região, ataques anteriores ocorreram ao Settebello e ao Marivex, com mortes de marinheiros indianos. O Irã manteve o bloqueio marítimo de Hormuz até novo aviso.
O Paquistão, mediador que sediou negociações, afirmou haver ainda espaço para solução diplomática e que não perdeu a esperança de acordo. O governo iraniano reforçou que o controle sobre Hormuz continua suspenso temporariamente. As pressões incluem o desbloqueio de ativos iranianos congelados.
O eixo de negociações envolve um acordo provisório para facilitar a navegação e aliviar o bloqueio, em troca de liberação gradual de recursos iranianos. O principal entrave envolve valores entre US$ 6 bilhões e US$ 12 bilhões e como seria a liberação, com foco inicial em uso humanitário.
Analistas avaliam que o objetivo americano é apresentar um acordo com ganhos políticos, enquanto o Irã busca aliviar a pressão econômica e encerrar o bloqueio de recursos. Questões nucleares ficariam para futuras tratativas, segundo informações de fontes próximas às negociações.
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