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Chineses ensinam IA a trabalhar e são demitidos

Trabalhadores chineses treinam IA para substituir fluxos de trabalho, em demissões silenciosas que apontam para até 70 milhões de empregos em risco

Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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  • Empresas chinesas estão fazendo funcionários registrarem suas tarefas em sistemas de IA antes de dispensá-los discretamente, no primeiro semestre de 2026.
  • A prática, chamada de demissão silenciosa, visa atender à pressão por mais produtividade sem gerar alarde, substituindo pessoas por agentes virtuais.
  • Cortes ocorrem de forma gradual para evitar aprovações governamentais obrigatórias, com foco em marketing e atendimento ao cliente.
  • Gerentes passam a medir desempenho pelo consumo de tokens; ferramentas como OpenClaw e Wukong ajudam a automatizar tarefas que antes eram humanas.
  • Projeções do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos no país estão em risco de substituição, especialmente para quem tem até 20 anos.

Na China, empresas aceleram a adoção de IA e começam a dispensar profissionais. Trabalhadores registram seus fluxos de trabalho em sistemas de IA e, pouco depois, são desligados. A prática é vista como forma de cumprir pressões por produtividade sem alarde.

A tática. Demissões graduais são usadas para evitar a fiscalização trabalhista, que exige aprovação prévia se houver cortes acima de 10% da força de trabalho. Em várias ocasiões, tribunais têm restringido demissões que buscam apenas abrir espaço para IA.

Os setores mais impactados são marketing e atendimento ao cliente. Gerentes passaram a classificar equipes pelo consumo de tokens, uma métrica da IA que mede gasto de recursos computacionais. Quem usa menos pode ser alvo de desligamento.

Como funciona a substituição. Funcionalidades de IA, como o OpenClaw, e plataformas chinesas tipo Wukong da Alibaba, capturam processos mapeados pelos funcionários. Em poucos dias, a máquina assume a função exercida pelo trabalhador.

Impacto esperado. Analistas estimam que milhões de empregos na China podem serem substituídos por IA. Um estudo de CitiBank sinaliza risco significativo para a força de trabalho no curto a médio prazo, especialmente entre jovens.

O que dizem as informações oficiais. A imprensa estatal busca conter o pânico ao afirmar que a IA não inviabilizará empregos. Paralelamente, comunidades online trazem o tema à tona com grande repercussão.

Contexto de mercado. A prática ocorre em meio à pressão governamental por maior produtividade, com foco em automatizar processos para reduzir custos e acelerar entregas. A tendência contrasta com demissões em massa anunciadas no ocidente.

Desdobramentos. Observadores apontam que a mudança ocorre com cuidado para evitar consequências legais ou sociais. Ainda não há confirmação de planos de amplo alcance, apenas relatos sobre cortes graduais.

Fontes e credibilidade. A cobertura permanece baseada em investigações de veículos de mídia, com relatos de trabalhadores e especialistas. As informações refletem tendências observadas em várias empresas do setor privado.

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