- A família de Cheryl Grimmer, desaparecida em janeiro de 1970 em Fairy Meadow, Wollongong, contou a uma comissão de NSW que mais de 50 anos vivem com as consequências da falha policial.
- Ricki Nash, irmão de Cheryl, disse que se a polícia tivesse feito o trabalho em 1971, a verdade já seria conhecida.
- Um suspeito foi acusado de sequestro e assassinato em 2017, mas o julgamento colapsou após a confissão de um adolescente ser considerada inadmissível; o homem, conhecido como “Mercury”, nega qualquer crime.
- Na mesma audiência, o irmão gêmeo de Kay Docherty, desaparecida em 1979 aos 15 anos, relatou que os pais morreram sem respostas, e familiares destacaram falhas na investigação policial.
- A comissão também analisa ligações potenciais com o serial killer Ivan Milat, que atuou entre 1989 e 1992, e ouviu peritos que apontaram falhas de liderança, parocialismo e arrogância nas investigações. Há novos depoimentos marcados para os próximos meses.
O que aconteceu: a família de uma menina britânica desaparecida na Austrália relatou à Assembleia de NSW falhas policiais que se arrastam há mais de meio século. Cheryl Grimmer sumiu em 1970, na praia de Fairy Meadow, Wollongong, após buscas sem pistas. Um suspeito foi acusado em 2017, mas o julgamento foi interrompido por confissão juvenil considerada inadmissível. A defesa nega qualquer crime.
Quem está envolvido: Ricki Nash, irmão da menina, descreveu que a família convive com as consequências da falha policial. Kevin Docherty, irmão de Kay Docherty, outra jovem desaparecida em 1979, também participou do depoimento. Os familiares afirmaram que os pais faleceram sem respostas, abertos apenas a busca por justiça.
Quando e onde: a audiência ocorreu na Nova Gales do Sul, no Canadá? Na verdade, em NSW, Austrália, durante as sessões públicas do inquérito iniciado neste mês para investigar casos de desaparecimentos longos e homicídios não solucionados. O foco incluiu casos próximos a Wollongong e Canberra.
Por que (desdobramentos e contexto): o inquérito examina ligações com o serial killer Ivan Milat, ativo entre 1989 e 1992, que vitimou ao menos sete pessoas entre 19 e 22 anos, em áreas entre Sydney e Melbourne, incluindo o Belanglo State Forest. Familiares de Keren Rowland também apresentaram relatos sobre a possível primeira vítima de Milat.
Testemunhos e casos ligados
O depoimento de Dr Andrea Hughes, tia de Rowland, apontou décadas de falhas, lideranças pobres e arrogância na condução de investigações. A criminologista forense Dr Xanthe Weston acrescentou que Milat se desligou da vida pessoal após eventos familiares, aumentando o padrão de violência. Novos depoimentos devem ocorrer nas próximas sessões.
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