- Em 12 de junho, o voo da Air India caiu a apenas 32 segundos após a decolagem de Ahmedabad, matando 260 pessoas (241 na aeronave e 19 no solo; apenas uma pessoa sobreviveu).
- Os pais Ashok e Shobhana Patel tiveram seus restos enviados ao Reino Unido, após a família enviar registros dentários para ajudar na identificação.
- O caixão da mãe continha restos de outra pessoa, o que atrasou a cremação e exigiu apontar claramente a separação dos restos ao longo de semanas.
- No Reino Unido, foi aberta uma inquisição sobre a morte de um homem não identificado no caixão da esposa, com palmadas e DNA enviados à Índia sem confirmação de nome.
- Autoridades indianas indicaram dificuldades na identificação por danos térmicos extremos e disseram que seriam necessários mais laboratórios regionais de DNA, além do uso maior de identificação dentária; a busca por identificação continua.
O que aconteceu na queda do voo da Air India, em Ahmedabad, completa um ano. A aeronave caiu 32 segundos após a decolagem, levando à morte de 260 pessoas, sendo 241 a bordo e 19 no solo. Apenas um passageiro sobreviveu. O acidente é um dos mais fatais da história da aviação na Índia.
A família Patel — Ashok e Shobhana, bem como seus filhos — participou ativamente das buscas por identificação das vítimas. Em Hyderabad, ossos, amostras de DNA e registros dentários foram usados para confirmar identidades. O transporte de restos para o Reino Unido levou pouco mais de uma semana.
O caso dos Patels ganhou contornos complexos após exames revelou que a urna de uma mãe continha restos de outra pessoa. Testes adicionais indicaram identidade desconhecida, provocando atraso nos ritos fúnebres. A polícia londrina comunicou o achado à família, que pediu separação dos restos para o sepultamento conjunto.
Investigação e desdobramentos apontam dificuldades no reconhecimento. O inquérito no Reino Unido, aberto nesta semana pela perita Fiona Wilcox, destaca que palm prints e DNA foram enviados à Índia sem confirmação de nome do homem. A identificação do individuo permanece pendente, com especial atenção para o tempo decorrido.
A operação de emergências no local enfrentou dezenas de dificuldades. O acidente ocorreu em uma área de 37 mil metros quadrados, com destroços espalhados e corpos gravemente carbonizados. Profissionais destacam que a alta temperatura danificou traços visuais que ajudam na identificação.
Especialistas indicam que a identificação por meio de registros dentários é rápida e confiável, mas as autoridades priorizaram o DNA, gerando gargalos no laboratório de Gandhinagar, próximo a Ahmedabad. As diretrizes do NDMA apontam necessidade de mais laboratórios regionais de DNA e uso maior de identificação dentária.
A família Patels segue lutando pela resolução do caso, afirmando que o retorno da mãe ocorreu com a presença de outra pessoa. Além disso, o processo de identificação continua, com a esperança de concluir o reconhecimento de todos os corpos e encerrar o episódio para as famílias afetadas.
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