- O principal negociador iraniano e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que os EUA criariam um “atoleiro sem fim” no Irã com estratégias falsas e decisões impulsivas.
- Qalibaf reagiu às ameaças de Donald Trump, que prometeu atacar o Irã com força e, futuramente, confiscar petróleo do país, semelhante ao que foi feito na Venezuela.
- A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) confirmou o fechamento do Estreito de Ormuz até novo aviso, após ataques dos EUA contra o Irã.
- O IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) e o Quartel-General Central Khatam al-Anbia anunciaram a suspensão do tráfego no Estreito de Ormuz por motivos de insegurança, com a ordem de fechar a passagem a todas as embarcações.
- O Comando Central dos Estados Unidos informou que lançou ataques adicionais de autodefesa contra alvos no Irã, em resposta a ações consideradas agressivas pelo Irã.
Os Estados Unidos foram alvo de críticas do Irã após a promessa de ataque contundente de Donald Trump contra Teerã e a ameaça de confiscar petróleo iraniano no futuro. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, chamou as ações dos EUA de estratégia falha e impulsiva, afirmando que isso pioraria a situação e deixaria Washington preso em um atoleiro por anos. Qalibaf farfalhou via X, destacando a possibilidade de um Irã diferente emergir.
A resposta iraniana ocorreu em meio a ameaças norte-americanas veiculadas na manhã desta quinta-feira, quando Trump publicou uma declaração em Truth Social prometendo ações firmes contra o Irã. O texto também sugeriu o controle dos recursos de gás e petróleo iranianos, comparando a eventual tomada de mercados com o que foi feito na Venezuela.
Fechamento do Estreito de Ormuz e tensões regionais
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) confirmou o fechamento do Estreito de Ormuz após os ataques recentes dos EUA ao Irã. A PGSA informou que o estreito permanecerá fechado até novo aviso, citando tensões na região. A agência foi criada por Teerã no mês passado para gerenciar o tráfego marítimo no canal estratégico.
O IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) e o Comando Central do Irã anunciaram a interrupção do tráfego no estreito desde quarta-feira, 10, abrangendo todas as embarcações. A ordem, divulgada pela agência Tasnim, justificou-se pela insegurança regional causada pela atuação militar norte-americana. O anúncio ressaltou que qualquer tráfego será alvo de ataques.
O governo americano confirmou ataques adicionais em território iraniano, descrevendo as ações como resposta à agressão iraniana. O porta-voz do Comando Central declarou que os ataques são uma medida de autodefesa autorizada pelo comando, em resposta aos recentes conflitos na região.
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