- A guerra na Ucrânia traz lucro para a Coreia do Norte, com a Rússia pagando cerca de dois mil dólares por soldado recrutado, dinheiro que vai para o governo.
- Kim Jong-un exporta armamentos para a Rússia e recebe alimentos, combustível e tecnologia militar em troca; a relação com Putin ficou mais forte, e Xi Jinping visitou o país para reafirmar influência.
- Grandes veículos de imprensa destacam mudanças visíveis, como carros elétricos em Pyongyang, serviços de delivery e um app similar ao Uber, além de projetos de infraestrutura para a elite.
- Apesar das mudanças, a economia norte‑coreana continua isolada: internet indisponível para a maioria, e a renda per capita é estimada em 650 dólares; a filha de Kim, Kim Ju-ae, tem 14 anos e aparece na pauta de possível sucessão.
- O PIB é avaliado em cerca de 32 bilhões de dólares; especialistas veem Kim Jong-un como um dos dirigentes da dinastia mais bem-sucedidos, aproveitando a parceria com Rússia e China, ainda que o país enfrente fome e repressão generalizadas.
A Coreia do Norte tem registrado dinamismo econômico em meio ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, segundo análises de veículos internacionais. Observadores apontam que o regime de Kim Jong-un tem identificado ganhos estratégicos a partir da guerra, ampliando relações com potências vizinhas.
A Rússia utiliza, em primes, a mão de obra norte-coreana para o esforço militar, pagando valores que chegam a mil a dois mil dólares por soldado. Os recursos fluem para as estruturas do governo, não para os trabalhadores. Acompanhando esse fluxo, Pyongyang exporta armamentos e recebe em contrapartida alimentos, combustível e tecnologia militar.
A aliança com Moscou tem fortalecido a posição norte-coreana, enquanto a China demonstra apoio estratégico. Em Pequim, autoridades mantêm discussões sobre influência regional, reforçadas pela visita de Xi Jinping ao Norte em contexto de táticas geopolíticas. Analistas destacam prioridade de manter redes de cooperação.
Jornais internacionais repercutem as mudanças internas na economia norte-coreana. O New York Times e o Wall Street Journal publicaram relatos sobre o que denominaram de transformação econômica no país, citando sinais visíveis de um consumo urbano mais diversificado. A cobertura ressalta também a narrativa oficial de crescimento.
Relatos de veículos britânicos descrevem avanços como veículos elétricos nas ruas de Pyongyang, serviços de entrega por aplicativo e novos serviços de mobilidade, incluindo um sistema similar ao Uber, denominado Samhung. Tais informações, porém, são obstinadamente difíceis de verificar de forma independente.
No âmbito interno, a Coreia do Norte mantém o controle rígido sobre o acesso à internet e restringe conteúdos estrangeiros. Entre relatos de exilados, surgem menções a repressões a itens considerados inspirados pela cultura sul-coreana. A renda per capita é estimada pelo Banco Mundial em cerca de 650 dólares.
Kim Jong-un, aos 42 anos, tem sinalizado continuidade de liderança e sinaliza planos de sucessão para a filha Kim Ju-ae, de 14 anos, ampliando a complexidade da gestão de Estado. Paralelamente, o país enfrenta pobreza extrema em parte da população, com desafios históricos de alimentação e serviços públicos.
Apesar do nível de isolamento, a dinastia Kim mantém-se estável do ponto de vista político, com políticas dirigistas que cedem espaço a iniciativas de mercado limitadas. O resultado é visto por alguns observadores como um ajuste estratégico para manter o regime diante de pressões externas e internas.
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