- Lula anunciou queda nos dados de desmatamento da Amazônia e do Cerrado com base no sistema Deter, comparando 2025 com 2026.
- Na Amazônia, o sistema aponta queda de 37,5% nos alertas de desmatamento nos últimos dez meses; no Cerrado, a redução foi de 8,2%.
- Também foi citada uma queda de 61,4% nos alertas da Amazônia em agosto de 2026 frente a agosto de 2025; para o Cerrado, a redução nesse mês foi de 12,2%.
- Lula afirmou que os Estados Unidos mentem ao usar o meio ambiente para justificar tarifas, e que o Brasil pretende comparar políticas ambientais entre os dois países.
- Ministros do governo reforçaram que os números desmontam acusações americanas e que as informações serão usadas em negociações para evitar o novo tarifaço.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira a redução preliminar dos dados de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Segundo o governo, os números, apurados pelo sistema Deter, apontam queda relevante nos dois biomas. A fala ocorreu na sede da OTCA, em Brasília.
De acordo com o monitoramento, os alertas de desmatamento na Amazônia caíram 37,5% nos últimos dez meses, em comparação com o período anterior. No Cerrado, a redução registrada foi de 12,2% entre agosto de 2025 e maio de 2026. Os números ajudam a embasar o discurso oficial sobre avanços ambientais.
O governo destacou também uma queda de 61,4% nos alertas da Amazônia em agosto de 2026, na comparação com agosto de 2025, e repetiu o recorte do Cerrado com queda de 12,2%. Os dados são do Deter, complemento do sistema Prodes, que consolida as informações com metodologia diferente.
Dados do monitoramento
Os dados do Deter permitem acompanhar o desmatamento em tempo real e orientar ações de fiscalização. A divulgação enfatiza que o objetivo é reduzir ainda mais a destruição, com metas de longo prazo, incluindo o desmatamento zero até 2030.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que as informações desmontam acusações dos EUA sobre o desmatamento brasileiro para justificar tarifas. Capobianco ressaltou que o governo trabalha para reduzir a exploração ilegal da floresta e para avançar nas negociações internacionais.
A titular da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, destacou que as reduções superam o desempenho do governo anterior, citando números comparativos. Ela afirmou que a política ambiental brasileira busca equilíbrio entre preservação e desenvolvimento.
Reações e próximos passos
O presidente ressaltou que não há intenção de confrontar, mas de defender uma atuação responsável. Lula disse que pretende comparar políticas ambientais entre Brasil e EUA, ressaltando o esforço brasileiro para reduzir o desmatamento.
Autoridades brasileiras seguem em negociações com autoridades americanas para evitar a aplicação de novas tarifas. A proposta de tarifação ainda depende de decisão de Washington, sem data anunciada para a implementação.
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