- Macron realizou uma reunião de preparação em videoconferência com Estados Unidos, China e parceiros europeus para tratar da redução dos desequilíbrios econômicos globais, tema central da cúpula do G7 que começa em Évian.
- A China participou pela primeira vez dessas discussões com o G7, representada pelo vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing; a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e países convidados, incluindo Brasil, Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito, também participaram.
- O tema deverá entrar na agenda do G7 e, depois, da cúpula do G20, marcada para o final do ano nos Estados Unidos, com a presença da China; o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a participar.
- O encontro ocorre em meio a tensões internacionais após a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com expectativa de que a reabertura do Estreito de Ormuz seja debatida como prioridade para evitar impactos na economia global.
- A organização de segurança em Genebra foi reforçada, com quase 16 mil profissionais mobilizados e medidas para proteger a região durante a cúpula, prevista para ocorrer a partir de segunda-feira.
Em preparação para a cúpula do G7 na França, o presidente Emmanuel Macron realizou nesta quinta-feira (11) uma reunião preparatória ampliada sobre a redução dos desequilíbios globais da economia. Participaram Estados Unidos, China e membros da União Europeia, alinhando posições para o encontro que começa na segunda-feira (15) em Évian-les-Bains. A China, embora não faça parte do G7, é citada como fator relevante nesses desequilíbrios.
Na abertura da videoconferência, Macron destacou a necessidade de coordenação entre Estados Unidos, China e UE para evitar ajustes “brutais” e afirmou que um consenso internacional já se forma em torno da convergência econômica. O objetivo é tornar a correção dos desequilíbrios uma responsabilidade compartilhada entre excedentes e deficitários, prevenindo impactos nocivos ao crescimento e à estabilidade financeira global.
O encontro reuniu o G7 completo — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido —, além da China representada pelo vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing. Pela primeira vez desde pelo menos 2008, o G7 troca ideias com a China sobre o tema, segundo a Presidência francesa.
Brasil participa da videoconferência, com a presença da diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e de representantes de Brasil, Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito, entre convidados para a cúpula. Além de ministros de each país, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o de Comércio, Jamieson Greer, também estiveram presentes.
O tema dos desequilíbrios figura na agenda do G7 e deve ser discutido, ainda, na cúpula do G20, prevista para o final do ano nos EUA, com a participação da China. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a participar do encontro em Évian e terá agenda nos dias 16 e 17 de junho.
Espera-se que o encontro do G7 ocorra em meio a tensões geopolíticas acentuadas. O audição sobre a relação com o Irã, cujos ataques recentes tensionaram os ânimos entre EUA e europeus, é um tema sensível que persiste na pauta. A reabertura do Estreito de Ormuz também é mencionada como prioridade para evitar impactos sobre a economia global.
A organização do evento prevê alta vigilância nos arredores de Genebra, onde ocorrerá a reunião, com um esquema de segurança robusto. Aproximadamente 16 mil agentes, militares e profissionais de segurança serão mobilizados, com uso de barcos, drones e defesa anti-aérea, para garantir a proteção de participantes e infraestrutura local. A preparação inclui um teste de segurança público na véspera, em Genebra.
A cúpula está marcada para ocorrer no entorno do Lago de Genebra, buscando acomodar a participação de líderes internacionais, inclusive o presidente americano, que estará presente por três dias, conforme programação. O histórico de encontros na região motiva as autoridades locais a manterem um esquema de segurança elevado e coordenado entre França e Suíça.
> Com AFP
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