- Mais de cinquenta bases militares iranianas foram danificadas por ataques dos EUA e de Israel desde o início do conflito, segundo imagens de satélite analisadas pelo BBC Verify, incluindo o quartel-general do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
- As imagens indicam danos a bases aéreas, instalações navais e aos complexos do IRGC; em Mehrabad, em 7 de março, foram destruídas pelo menos 17 aeronaves no setor militar.
- A Marinha iraniana também sofreu ataques, com danos à Base Naval de Bandar Abbas e ao porto de Konarak nas fases iniciais da guerra.
- Imagens sugerem reparos em bases de mísseis, com túneis danificados sendo escavados em pelo menos quatro pontos, além de estradas livres de detritos.
- Os EUA afirmam ter atingido mais de 13.000 alvos desde 28 de fevereiro; especialistas destacam que o Irã ainda pode causar retaliação por meio de mísseis e drones, mantendo capacidade de ameaça regional.
Mais de 50 bases militares iranianas, incluindo o quartel-general das Forças Qods (IRGC), teriam sido danificadas por ataques liderados pelos EUA e Israel desde o início do conflito, segundo imagens de satélite analisadas pela BBC Verify. As estruturas são diversas, abrangendo bases aéreas, instalações navais e fortificações do IRGC.
As imagens indicam danos a aviões de a reação, navios e instalações de mísseis balísticos em várias regiões do Irã. Autoridades dos EUA afirmam ter atingido mais de 13 mil alvos desde 28 de fevereiro, data de início do confronto.
Durante a noite de terça e quarta-feira, houve novas trocas de ataques entre forças americanas e iranianas após a queda de um helicóptero dos EUA no Golfo. No fim de semana, Irã e Israel também se enfrentaram, com ataques israelenses ao sul do Líbano e a alvos no Irã.
Cobertura de danos e contexto
Análises sugerem que muitos sítios poderiam estar em condições de reparo, apesar dos danos visíveis. Os bombeamentos de atividades de reparo teriam ocorrido sob a trégua temporária mantida há mais de um mês, segundo as imagens observadas pela BBC Verify.
A campanha também atingiu a frota iraniana, com danos a várias embarcações na Bandar Abbas, sede da Marinha, nos primeiros dias do conflito. Imagens mostram fumaça de um navio danificado e áreas administrativas do porto.
Ocorrências de ataque atingiram ainda o quartel-general naval e o quartel-general estratégico na periferia leste de Teerã, onde o IRGC mantém uma parte relevante de sua estrutura de comando. O episódio segue ocorrências de baixas, incluindo o suposto ataque israelense que teria tirado a vida do comandante da Marinha iraniana, o general Alireza Tangsiri.
Especialistas ressaltam que, apesar dos golpes, o Irã mantém capacidade de causar impactos com mísseis e drones. Pequenos drones têm sido usados para atingir infraestrutura regional, incluindo alvos militares dos EUA, segundo análises.
A economia iraniana enfrenta restrições que afetam a capacidade de reconstrução de bases militares. Mesmo com danos severos, autoridades destacam potencial de retaliação por meio de ataques de resposta rápida e operações com a chamada “frota de mosquitos” de pequenas embarcações rápidas.
Além das bases, centenas de edifícios civis também foram afetados. Organizações de direitos humanos estimaram mais de 1,7 mil mortos entre civis desde o início do conflito, embora haja contestação sobre números de mortes civis por parte de autoridades militares dos EUA.
A coordenação entre Irã e Estados Unidos na região tem mantido uma série de ataques ao longo do cessar-fogo, com ações envolvendo outras nações da região. O ritmo das ofensivas tem sido variável e, segundo analistas, depende de estratégias regionais e de pressões políticas em jogo.
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