- A Organização Mundial da Saúde alerta, em relatório, sobre os impactos das mudanças climáticas na Europa e o aumento de mortes por calor nos últimos quatro anos, com cerca de 200 mil óbitos.
- Milhões de europeus enfrentam consequências físicas e psicológicas relacionadas a eventos climáticos extremos, e o envelhecimento da população aumenta a vulnerabilidade ao calor intenso.
- A maior parte das vítimas está concentrada em Itália, Espanha e Grécia; especialistas afirmam que muitas mortes poderiam ter sido evitadas com planejamento urbano e estratégias de adaptação mais rápidas.
- A previsão é de mais um ano com temperaturas extremas no continente, com maio registrando recordes de calor em Portugal, França e Reino Unido antes do verão.
- A OMS reforça a necessidade de ações rápidas de planejamento urbano e adaptação às mudanças climáticas para reduzir impactos futuros.
A Organização Mundial da Saúde afirma que as mudanças climáticas já causam impacto significativo na Europa. Nesta quarta-feira (10), o órgão divulgou um relatório que coloca o continente entre os mais afetados por ondas de calor, com consequências diretas para a saúde pública. O estudo aponta que altas temperaturas elevam o risco de mortes e de problemas físicos e psicológicos.
O documento aponta que cerca de 200 mil pessoas morreram nos últimos quatro anos em decorrência do calor extremo. Além disso, dezenas de milhões enfrentam efeitos ligados aos eventos climáticos, entre eles o envelhecimento da população que aumenta a vulnerabilidade ao calor intenso.
A maior parte das fatalidades ocorreu em Itália, Espanha e Grécia, segundo a OMS. Especialistas destacam que medidas rápidas de planejamento urbano e de adaptação às mudanças climáticas poderiam reduzir esse número.
Países mais atingidos
O relatório ressalta que a incidência de mortes aumenta com fatores como urbanização, falta de sombra e calor comunitário. A OMS recomenda ações como redes de alívio térmico, estímulo a infraestrutura verde e campanhas de proteção a grupos vulneráveis.
Especialistas citam ainda a necessidade de monitoramento contínuo de ondas de calor e de comunicação clara com a população. O estudo enfatiza que a prevenção depende de políticas públicas integradas e de cooperação entre Estados-membros.
Perspectivas para o verão
A previsão aponta para mais um ano de temperaturas altas no continente. Mesmo antes do verão, maio registrou recordes de calor em Portugal, França e Reino Unido. Técnicos de saúde ressaltam a importância de adaptar serviços públicos para enfrentar picos de calor.
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