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Suprema Corte dos EUA derruba condenação de funcionário do Twitter por espionagem

Supremo dos EUA anula condenação de ex-funcionário do Twitter por obstrução, por não haver jurisdição adequada (Seattle, Washington)

Ahmad Abouammo leaves the Santa Rita jail after being freed pending trial, in Dublin, California, on 21 November 2019.
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  • A Suprema Corte dos EUA anulou, por unanimidade, a condenação por obstrução de Ahmad Abouammo, ex-funcionário do Twitter, acusado de espionagem para a Arábia Saudita.
  • A decisão determina que o julgamento não poderia ter ocorrido na Califórnia, já que as interações com o FBI aconteceram em Seattle, Washington, e o caso deveria ter sido julgado no distrito ocidental de Washington.
  • A medida não revisa as demais acusações contra Abouammo, como atuação como agente estrangeiro não registrado e fraude de serviços honestos.
  • Abouammo, 47 anos, foi libertado em junho de 2025 durante o recurso, após ter sido condenado inicialmente a três anos e seis meses de prisão.
  • O ex-funcionário do Twitter atuou entre 2013 e 2015, na gestão de parcerias da empresa na região do Oriente Médio e Norte da África, segundo os procuradores, repassando informações confidenciais em troca de um relógio de $42 mil e dois depósitos de $100 mil cada.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, por unanimidade, a condenação de um ex-funcionário do Twitter por obstrução relacionada a suposta espionagem para a Arábia Saudita. O tribunal entendeu que o caso foi julgado no estado errado, o que comprometeu a validade da condenação por falsificar documentos para impedir uma investigação do FBI.

A decisão aponta que Ahmad Abouammo, de 47 anos, teve interações com agentes federais apenas em sua residência em Seattle, Washington, e não em San Francisco, onde houve o julgamento. Segundo os ministros, o veredito por obstrução deveria ocorrer no distrito ocidental de Washington, onde o crime de falsificação ocorreu.

O Supremo manteve, porém, as demais acusações contra Abouammo, incluindo atuação como agente não registrado de um governo estrangeiro e acusações de fraude de serviços de wire e honestidade. A Corte não se manifestou sobre essas acusações adicionais.

Quem é o envolvido e o que alegaram

Abouammo trabalhou no Twitter entre 2013 e 2015, na função de gerente de parcerias de mídia para a região do Oriente Médio e Norte da África. De acordo com acusação, ele repassou informações confidenciais a um funcionário saudita em troca de presentes e pagamentos, incluindo um relógio avaliado em 42 mil dólares e transferências de 100 mil dólares.

Como se deu a condução do caso

Os agentes do FBI visitaram Abouammo em Seattle para nova entrevista, na sequência de recebimentos de dados. Segundo o Ministério Público, ele negou ter fornecido informações confidenciais e afirmou que os pagamentos eram por serviços de consultoria prestados. A acusação sustentou que, para apoiar a versão, Abouammo criou uma fatura falsa, que enviou por e-mail a um agente, configurando a acusação de obstrução.

Situação processual e desdobramentos

Abouammo foi inicialmente condenado no estado da Califórnia, com sentença de 3,5 anos de prisão. Ele foi libertado em junho de 2025, durante o andamento do recurso. O caso continua com as demais acusações não relacionadas à obstrução, que não foram anuladas pela decisão da Suprema Corte.

Reações e próximos passos

Representantes legais de Abouammo não comentaram a decisão imediatamente. A promotoria do distrito norte da California, responsável pelo caso, não respondeu aos pedidos de comentário. O novo enquadramento processual não impede que outras ações legais, em diferentes esferas, sigam em curso.

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