- Prospects de um acordo de paz entre EUA e Irã permanecem incertos, com reivindicações contraditórias de ambas as partes sobre as negociações em curso.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, mostrou ceticismo e fez posts acusando o Irã de não agir de boa fé, apesar de relatos divergentes sobre um possível texto final.
- O Irã informou que o esboço de acordo ainda não estaria fechado e mencionou que detalhes seriam divulgados apenas quando finalizados; fontes iranianas sugeriram avanços, mas sem confirmação.
- O texto divulgado por autoridades iranianas sugeria acordos abrangentes, incluindo liberação de ativos congelados e suspensão de sanções, enquanto autoridades dos EUA indicaram que o programa nuclear do Irã seria desmontado e recursos bloqueados até atender a condições.
- A tensão no Golfo persa persiste, com incidentes envolvendo drones e navios, e o papel de Hezbollah e da situação no Líbano sendo discutido entre as partes, enquanto aliados regionais seguem acompanhando as negociações.
Donald Trump e autoridades iranianas continuam sem consenso sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã, com uma sequência de afirmações contraditórias na sexta-feira. News outlets relataram desentendimentos entre as partes sobre o estágio das negociações.
Um alto funcionário dos EUA indicou haver entre 80% e 85% de probabilidade de um acordo ser assinado em breve, embora reconhecesse fraturas internas que atrasam o fechamento. O texto final ainda não foi divulgado por Teerã ou Washington.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um memorando de entendimento envolvendo o conflito com Israel permanece próximo, mas pediu contenção de especulações até ter conteúdo definido. A agência estatal IRNA sinalizou que os contornos do acordo estão em fase de finalização, sem abrir mão do controle do estreito de Hormuz, fonte de grande parte do comércio global de energia.
Desdobramentos e posições em jogo
Estados Unidos defendem que Teerã reponha a liberdade de navegação no estreito de Hormuz, com o fim de intervenções que bloqueiam rotas petrolíferas. Um funcionário americano disse que o estreito poderia ser reaberto e sanções a portos iranianos seriam suspensas conforme o acordo.
Desde o cessar-fogo de abril, Trump afirmou reiteradamente que o acordo estaria próximo, mas passou a adotar tom mais agressivo, afirmando ter visto um rascunho aprovado por lideranças iranianas. Autoridades de Teerã e de Islamabad (Paquistão) relataram propostas distintas, aumentando a confusão sobre o texto final.
Na região, escaladas de hostilidades permanecem. Estados Unidos afirmaram ter derrubado dois drones iranianos que visavam navios comerciais no estreito de Hormuz, em meio a ataques a navios e tensões entre EUA, Israel, Irã e Hezbollah. Teerã negou ter recuado em seus objetivos estratégicos.
Cenário econômico e político
O fornecimento de petróleo continua no centro das negociações: o Irã busca alguma forma de alívio de sanções e o restabelecimento de fluxos de receita, enquanto Washington exige cumprimento de uma agenda nuclear e restrições a movimentos alinhados ao Irã na região. O governo iraniano enfrenta inflação alta e restrições às exportações, com impactos na popularidade interna.
Israel, por sua vez, informou alinhamento estratégico com os EUA para limitar o avanço nuclear iraniano, mantendo pressão sobre grupos aliados no Líbano. A situação envolvendo o Líbano e Hezbollah permanece fora das negociações diretas, mas influencia o balanço regional.
Observação final
Diplomatas indicam que as negociações seguem com avanços mornos e mal definidores, sem confirmação de um acordo final. As partes continuam a avaliar concessões mútuas, enquanto a comunidade internacional acompanha a evolução dos próximos dias.
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