- EUA e Irã indicaram ter alcançado consenso para um acordo de paz, com a imprensa divulgando pontos com base em fontes dos governos.
- O memorando pode prever cessar-fogo de sessenta dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
- O tráfego marítimo em Ormuz deve retornar aos níveis pré-guerra em trinta dias, e os EUA devem levantar o bloqueio naval na região.
- Sanções contra o Irã seriam flexibilizadas gradualmente, e o Irã se compromete a não obter arma nuclear.
- Fontes diferentes mencionam que Ormuz será reaberto, o programa nuclear será desmantelado e ativos congelados não serão liberados até cumprir o acordo; o Irã, porém, sustenta que não abrirá mão do controle de Ormuz nem do enriquecimento de urânio.
Estados Unidos e Irã indicaram nesta sexta-feira que podem assinar um acordo de paz para encerrar a guerra no Oriente Médio. A informação chegou por meio da imprensa de ambos os países, com base em fontes governamentais.
O Paquistão, mediador das negociações, confirmou que houve acordo sobre o texto final. Nenhum conteúdo oficial foi divulgado por ambas as partes, apenas descrições feitas pela imprensa.
Pontos do memorando segundo a imprensa
CNN Internacional, citando fontes do regime iraniano, aponta um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. Também aponta alívio gradual de sanções e compromisso do Irã de não buscar arma nuclear.
A Reuters, com fonte do governo dos EUA, afirma que o Ormuz será reaberto, o programa nuclear iraniano será desmantelado e ativos congelados só serão desbloqueados após cumprimento das cláusulas do acordo.
A imprensa iraniana Mehr traz outra leitura, afirmando que Teerã manterá o controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. Segundo essa versão, as sanções seriam suspensas, tropas americanas sairiam da proximidade do Irã e o bloqueio naval seria suspenso.
Reações e desdobramentos
Trump contestou, afirmando que os detalhes vazados são falsos e criticou o Irã por repassar informações a veículos de imprensa. Disse que negociação com o Irã não é de boa fé e chamou os iranianos de desonestos.
Pouco depois, o presidente republicano repostou mensagem do chanceler iraniano Abás Araqchi, que disse que o acordo nunca esteve tão próximo. Essa contradição entre as leituras públicas marcou o tom do dia.
Contexto da escalada recente
A aproximação de um acordo ocorreu após uma nova rodada de ataques mútuos na região. Um helicóptero americano caiu durante o sobrevoo no Estreito de Ormuz, seguido de ataques de retaliação em território iraniano e no Golfo Pérsico.
O Irã, por sua vez, disse que a escalada dificultava o cessar-fogo vigente e afirmou que o diálogo seria essencial para avançar. As informações sobre o andamento dos entendimentos dependem de fontes oficiais de cada país.
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