- O Ministério da Segurança do Estado da China afirma ter identificado tartarugas com sensores para coletar dados sensíveis em áreas marítimas do país.
- Os animais teriam coletado informações sobre temperatura da água, salinidade e correntes oceânicas, transmitindo as informações por satélite para o exterior.
- Segundo as autoridades, esse monitoramento poderia mapear o fundo do mar e identificar pontos vulneráveis das defesas costeiras, potencialmente ameaçando a segurança nacional.
- Além das tartarugas, grupos estrangeiros teriam usado planadores movidos a energia solar, boias com sensores e dispositivos instalados em navios cargueiros para monitoramento em tempo real.
- O governo orienta pescadores e moradores a comunicarem à polícia sobre boias ou equipamentos suspeitos; as acusações ocorrem em meio a tensões com países ocidentais e à guerra tarifária com Donald Trump.
O Ministério da Segurança do Estado da China informou ter identificado tartarugas marinhas equipadas com sensores próximos à costa do país. Segundo o órgão, os dispositivos coletariam dados de temperatura da água, salinidade e correntes oceânicas.
Os técnicos afirmaram que as informações seriam transmitidas por satélite para interlocutores externos. O objetivo, segundo a pasta, seria construir mapas submarinos que indiquem pontos vulneráveis às defesas costeiras da China.
O governo destacou que esse tipo de monitoramento pode representar risco à segurança nacional. Também alegou que grupos estrangeiros utilizam outros aparelhos para coletar dados nas águas chinesas.
Grupos estrangeiros e equipamentos usados
De acordo com o ministério, planadores movidos a energia solar, boias com sensores de alta precisão e dispositivos instalados em navios cargueiros aparecem entre os recursos usados para monitorar atividades portuárias em tempo real.
A autoridade pediu aos pescadores e moradores de áreas costeiras que informem às autoridades sobre boias ou equipamentos suspeitos. Não foram citados países ou agências envolvidas.
O anúncio ocorre em meio a tensões entre a China e governos ocidentais. Analistas apontam que disputas diplomáticas e a guerra comercial com potências ocidentais têm influenciado o tom dos relatos de segurança.
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