- Um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz pode ser assinado; o acordo depende de Teerã liberar depósitos congelados, estender o cessar-fogo por dois meses e adiar a negociação nuclear para uma segunda etapa.
- Os Emirados Árabes Unidos teriam concordado em liberar até US$ 20 bilhões de depósitos iranianos retidos em bancos de Dubai, conforme fontes citadas pela Reuters; autoridades de Abu Dhabi e Teerã teriam feito visitas oficiais.
- A liberação de recursos é vista como pagamento de proteção, em troca do compromisso do Irã de não atacar mais os Emirados; o Irã possui mais de US$ 100 bilhões em depósitos congelados no exterior.
- O acordo surge em meio a tensões com Israel, aliado dos Emirados, que se opõem ao acordo, e após ataques iranianos ao porto de Fujairah, no Golfo de Omã.
- Em 11 de abril, houve notícia de possível acordo para liberação por bancos do Catar, que foi negada pelo governo americano na época; negociações diretas também ocorreram entre iranianos e sauditas.
Dois ou três parágrafos iniciais mantêm o foco na notícia principal: um memorando de entendimento pode abrir a reabertura do Estreito de Ormuz, com EUA e Irã, seguindo condições impostas por Teerã. O acordo prevê liberação de depósitos congelados, extensão do cessar-fogo e adiamento da negociação nuclear para uma segunda etapa.
Em relação aos recursos, Emirados Árabes Unidos seriam incluídos na liberação de até 20 bilhões de dólares retidos em Dubai. Autoridades iranianas e emiri visitaram Abu Dhabi e Teerã, respectivamente, para tratar o tema. A medida seria condicionada ao compromisso de o Irã não atacar mais os Emirados.
A negociação envolve ainda que o Irã aceite suspender novas ofensivas contra a região, num momento de tensões com Israel e ataques ao território dos Emirados. A soma de depósitos congelados supera 100 bilhões de dólares, com parte significativa concentrada em Dubai.
Alinhamentos regionais e próximos passos
A um passo de assinatura, o acordo encontra resistência de Israel, aliado regional, que se opõe às concessões. Os EUA consideram manter canais abertos com Teerã para reduzir riscos no Golfo e assegurar fluxo de comércio pelo estreito estratégico.
Autoridades de ambos os lados teriam mantido contatos diretos com intermediários regionais, inclusive o Catar, que teria atuado como facilitador. A evolução depende de confirmação formal das partes e de detalhes operacionais da liberação de recursos.
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