- O conflito entre Rússia e Ucrânia completa 1.570 dias em 12 de junho de 2026, tornando-se a guerra mais longa da Europa.
- Iniciada em 24 de fevereiro de 2022, a invasão já supera os quatro anos da 1ª Guerra Mundial (1914-1918).
- No começo, a Rússia visava tomar Kiev, mas recuou e passou a concentrar operações no Donbass, com linha de frente estável desde então.
- A principal diferença em relação à 1ª Guerra Mundial é o uso massivo de drones, que criaram zonas de alto risco próximas à linha de frente.
- O custo humano da guerra na Ucrânia já chega a cerca de 10 milhões de pessoas, contando mortos, feridos, desaparecidos e deslocados.
O conflito entre Rússia e Ucrânia já completa 1.570 dias desde a invasão iniciada em 24 de fevereiro de 2022, marcando o confronto como a guerra mais longa da Europa. O desfecho não está próximo, apesar das tentativas de rápida vitória inicial.
A guerra, que começou com a ofensiva russa em território ucraniano, mudou o ritmo ao longo dos anos. Moscou buscava derrubar o governo de Kiev, mas a resistência ucraniana impediu avanços decisivos nas primeiras semanas, levando a uma guerra de desgaste.
Com o passar dos meses, o front ganhou características de posição fixa, com avanços territoriais limitados e uso crescente de mobilização tecnológica, em especial drones, que passaram a identificar alvos e direcionar ataques.
A mudança de estratégia ocorreu após o recuo russo em março de 2022 e o redesenho do conflito para o leste do país, no Donbass. A partir daí, as linhas de frente tornaram-se estáveis em muitos trechos.
A principal diferença entre os conflitos reside na tecnologia: drones substituíram parte da dominância de aviões e blindados na Ucrânia, alterando a dinâmica do combate desde 2023.
Os drones passaram a mapear posições, orientar ataques e dificultar rotas de deslocamento das tropas, criando zonas de alta vigilância próximas às linhas de frente, entre 20 e 25 quilômetros de largura em alguns trechos.
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