- Centenas de estudantes saíram às ruas na Indonésia para protestar contra a alta dos preços de combustíveis e de alimentos, além de criticarem a corrupção.
- Em Jacarta, a agência AP estima pelo menos 1.500 estudantes marchando até a rotatória do Hotel Indonesia.
- O governo deslocou cerca de 6 mil policiais e soldados para impedir o acesso a vias estratégicas e evitar que os protestos cheguem ao palácio presidencial.
- As reivindicações abrangem redução de gastos estatais e críticas a programas como a merenda escolar gratuita, além de temerem o aumento do papel dos militares na política.
- Os protestos foram os maiores desde agosto de 2025, com ações em Pontianak e Bandung, além da capital.
Centenas de estudantes protestaram na Indonésia contra o aumento de preços de combustíveis e alimentos, além de críticas à corrupção e ao papel crescente das Forças Armadas na política. As manifestações ocorreram em Jacarta e outras cidades, com deslocamento de forças de segurança para controlar as vias.
Segundo relatos, cerca de 1.500 jovens, muitos com jaquetas amarelas de universidades, caminharam até a rotatória do Hotel Indonesia em Jacarta. As autoridades deslocaram aproximadamente 6 mil policiais e soldados para impedir que os manifestantes se direcionassem ao palácio presidencial.
As reivindicações foram dirigidas ao presidente Prabowo Subianto, apontando desperdício de gastos públicos e ataques à democracia. Programas como a merenda escolar gratuita receberam críticas, enquanto o papel militar no governo também foi alvo de protesto.
Detalhes da mobilização e desdobramentos
A Polícia buscou reduzir a concentração na rotatória mencionada, interceptando ônibus que se dirigiam ao local. Mesmo assim, muitos manifestantes seguiram a pé em direção à área central de Jacarta, segundo relatos de testemunhas e da imprensa local.
Além de Jacarta, houve protestos em Pontianak, na ilha de Bornéu, e em Bandung, na Java Ocidental. Os atos passaram a ser os maiores desde agosto de 2025, quando houve confrontos com a segurança e mortes entre manifestantes.
O movimento captura a insatisfação com o alto custo de vida e com o que os organizadores chamam de controles excessivos do governo sobre a população. Autoridades não divulgaram números oficiais de feridos ou detidos até o fechamento deste relatório.
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