- A embaixada dos EUA na Bolívia informou que quem participar de protestos violentos pode ter visto negado ou revogado.
- A mensagem foi publicada nas redes sociais, acompanhada de imagens com manifestantes empunhando objetos contundentes e armas.
- Os protestos contra o presidente Rodrigo Paz passam de quarenta dias.
- O governo dos EUA classifica os atos como tentativa de golpe, em meio à escalada dos protestos.
- Bloqueios em La Paz, El Alto e Cochabamba geraram escassez de alimentos e combustível, aumento de preços e interrupções de serviços; ao todo, são pelo menos dez mortes associadas aos conflitos.
A embaixada dos EUA na Bolívia informou que pode negar ou revogar vistos de manifestantes violentos envolvidos com os protestos contra o presidente Rodrigo Paz. A advertência foi publicada por meio de comunicado nas redes sociais oficiais.
Segundo o perfil da representação, a participação em atos violentos pode resultar na revogação ou negação de vistos norte-americanos. A mensagem orienta os bolivianos a não arriscar seus vistos.
Imagens anexadas às postagens mostram manifestantes com objetos contundentes e armas. Os protestos contra Paz já duram mais de 40 dias e ganharam relevância internacional, com o governo dos EUA descrevendo os atos como potencial golpe.
Contexto dos protestos
As paralisações ocorrem nos departamentos de La Paz, El Alto e Cochabamba. Bloqueios provocaram escassez de alimentos e combustível na capital, além de aumentos nos preços de itens básicos por interrupções em estradas e serviços públicos.
Dados oficiais apontam ao menos 10 mortes associadas aos conflitos. Sete falecimentos teriam relação com falta de atendimento médico durante piquetes, enquanto três teriam ocorrido em confrontos durante operações policiais.
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