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EUA planejam reduzir significativamente caças disponíveis à OTAN na Europa

EUA preparam cortes significativos na presença militar à Otan na Europa, reduzindo caças, navios e suporte, conforme defesa de maior responsabilidade europeia

Um caça F-15SG da Força Aérea dos EUA (USAF), fabricado pela Boeing Co., durante uma demonstração acrobática no dia de abertura do Farnborough International Airshow, em Farnborough, Reino Unido, na segunda-feira, 22 de julho de 2024
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  • Os Estados Unidos preparam reduzir substancialmente o número de aeronaves e navios de guerra disponíveis para operações da Otan na Europa, conforme reportagem do New York Times.
  • Cortes incluem queda de caças de aproximadamente 150 para 100 (F-16 e F-15E), redução de aeronaves de patrulha marítima de 26 para 15 e retirada de oito aviões-tanque de reabastecimento.
  • Também está prevista a realocação de um submarino lançador de mísseis, de um porta-aviões e de diversos navios, além da transferência de um dos dois grupos de bombardeiros destinados à defesa da Europa.
  • O Pentágono ainda não divulgou cronograma, mas autoridades indicam que a redução pode começar em breve, antes do esperado pelos aliados, o que, segundo o jornal, poderia enfraquecer capacidades da Otan como monitoramento de submarinos russos e ataques com Tomahawk.
  • Analistas destacam que, apesar de a Europa ter armamentos equivalentes, o papel dissuasório é mais efetivo quando operado pelos Estados Unidos, cuja disposição de uso é vista como mais crível por adversários; a tensão na região segue elevada após ataques de drones russos.

Os Estados Unidos preparam uma redução significativa de aeronaves e navios de guerra à disposição da Otan na Europa. A informação é de uma reportagem do New York Times publicada nesta sexta-feira, com relatos de dois altos funcionários europeus.

Segundo o jornal, a medida foi comunicada aos aliados no início de junho por meio de um documento escrito. O recorte inclui queda no número de caças F-16 e F-15E de cerca de 150 para 100, além de reduções em aeronaves de patrulha marítima de 26 para 15.

Também houve a retirada de oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo que operavam na Europa, a realocação de um submarino lançador de mísseis e de um porta-aviões, e a transferência de vários navios de guerra e dezenas de aeronaves do grupo naval.

Outra mudança prevista é a transferência de um dos dois grupos de bombardeiros designados para a defesa da Europa. O Pentágono ainda não divulgou cronograma, mas autoridades citadas pelo NYT indicam que a redução pode começar em breve, antes do esperado pelos aliados.

Analistas lembram que a medida pode enfraquecer capacidades críticas da Otan, como o monitoramento de submarinos russos e ataques de longo alcance com mísseis Tomahawk. A estratégia é associada a Trump, que desde o primeiro mandato defende maior responsabilidade europeia pela defesa.

Apoio americano à Otan permanece relevante, mas europeus questionam a capacidade de compensação caso haja retração. Dúvidas sobre coordenação entre aliados já vinham surgindo, com críticas na esfera europeia a gastos militares e projetos de defesa.

Num contexto recente de tensão, o continente observa a disposição de Washington para empregar sua arsenal em caso de crise. Em maio, um drone russo atingiu um edifício residencial na Romênia, intensificando temores de escalada na região.

Contexto estratégico e impactos operacionais aparecem como pontos centrais na discussão entre aliados. O tema envolve a capacidade de dissuasão da Otan e a dependência histórica dos EUA para operações na Europa.

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