- Terremoto de magnitude sete vírgula oito atingiu Mindanao, no sul das Filipinas, causando tsunami e pelo menos cinquenta e cinco mortes.
- Em General Santos e Glan, nove mortes foram confirmadas até o momento, com dezenas de desabrigados e mais de mil feridos.
- Mais de quarenta e cinco mil pessoas ficaram desabrigadas; milhares de casas e edifícios comerciais, incluindo mall e hotel, foram danificados.
- Comunidades enfrentam dificuldades para obter alimentos e água; dezenas de escolas foram danificadas e seis mil unidades escolares permanecem fechadas para avaliações de segurança.
- Autoridades destacam impacto na saúde mental, na agricultura e no turismo; previsões climáticas, como El Niño, podem agravar a recuperação.
Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região de Mindanao, no sul das Filipinas, na noite de 10 de junho de 2026. O tremor abriu trilhas de destruição, gerou alerta de tsunami e deixou ao menos 55 mortos, além de centenas de feridos.
O sismo foi registrado na fossa Cotabato e é considerado o mais forte a atingir o país em décadas. Em Glan, nas montanhas, houve deslizamento que ceifou parte das moradias, enquanto General Santos City registrou múltiplas estruturas atingidas e ocupações afetadas.
Mais de 45 mil pessoas foram deslocadas, principalmente após o alerta de tsunami e a interrupção de serviços. No total, 19 grandes prédios comerciais apresentaram danos, incluindo shoppings e hotéis, e mais de 19 mil moradias ficaram afetadas.
Resposta e assistência
As equipes de resgate atuaram por dias, retirando vítimas sob escombros e buscando desaparecidos. Chemisários prestaram apoio logístico, com distribuição de água potável e alimentos, além de ações para restabelecer o abastecimento de água, que sofreu interrupções.
O abalo também impactou a vida escolar: 10 escolas sofreram danos, com 6 mil docentes e estudantes afetados, necessitando de avaliações de segurança antes de retomar as atividades. Organizações humanitárias destacam a necessidade de suporte psicológico.
Profissionais de saúde e defesa civil destacaram desafios adicionais, entre eles a previsão climática de El Niño e o risco de novas condições extremas com a monção, o que pode atrasar a recuperação econômica da região, tradicionalmente produtora de arroz e coco.
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