- Serviços de segurança do Iraque prenderam nesta sexta-feira, 12, integrantes de uma célula acusada de planejar ataques contra altos funcionários do país.
- Entre os alvos estava Abdul Karim al-Basri, chefe do Serviço Nacional de Segurança, conforme a agência estatal INA.
- A operação de inteligência, resultado de vigilância, monitoramento e infiltração, desarticulou o grupo antes da execução do plano.
- A célula é vinculada à Agrupação Nacional Iraquiana para a Libertação e a Mudança, considerada por autoridades como fachada do Partido Baath, regime de Saddam Hussein.
- As autoridades afirmaram que o grupo já distribuía tarefas, definia alvos e preparava armas; há ligação de um suspeito com membros da família de Saddam e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
Os serviços de segurança do Iraque detiveram nesta sexta-feira (12) integrantes de uma célula acusada de planejar ataques contra altos funcionários do país. A operação desarticulou o grupo antes que pudesse agir, conforme a agência estatal INA. Entre os alvos estava Abdul Karim al-Basri, chefe do Serviço Nacional de Segurança.
Segundo o Serviço Nacional de Segurança, a operação foi resultante de vigilância, monitoramento e infiltração. Os agentes afirmam que os membros do grupo foram presos antes da implementação do plano, e que evidências foram apreendidas.
A célula integra a chamada Agrupação Nacional Iraquiana para a Libertação e a Mudança, considerada pela governo uma fachada do Partido Baath, proibido desde 2003. As autoridades dizem que o grupo evoluiu de ameaças para uma etapa operacional.
Contexto do grupo
A investigação aponta que os suspeitos passaram de incitação a uma fase prática, com distribuição de tarefas, definição de alvos e preparação de armamentos. Entre os possíveis alvos estavam o porta-voz do Serviço Nacional de Segurança e o diretor de segurança de Bagdá.
Além disso, autoridades indicaram que a operação envolve ligações com figuras associadas à família de Saddam Hussein. O governo classifica o caso como tentativa de reativar redes clandestinas do antigo regime.
Próximos passos
As autoridades prometem divulgar mais detalhes, incluindo confissões e informações sobre o planejamento, nos próximos dias. O caso também é visto como indicativo de esforços contínuos para coibir remanescentes do regime deposto.
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