- Helen Mirren afirmou, no Festival de Taormina, ter sido hostilizada nas ruas de Londres por suas posições sobre Israel, videoperseguição referida como ataque “por engano”.
- A atriz reiterou apoio à existência do Estado de Israel, porém criticou a atuação do país na Faixa de Gaza.
- Ela disse que os ataques israelenses levantam questões sobre violências históricas contra outros povos, chamando-os de crimes contra a humanidade.
- Mirren apontou o crescimento de forças radicais em várias partes do mundo, inclusive dentro de Israel.
- A vencedora do Oscar já manifestou apoio a Israel em outras ocasiões e reconhece controvérsias sobre a criação do país, associando-se a protestos contra o governo de Netanyahu.
Helen Mirren comentou pela primeira vez um vídeo que voltou a circular nas redes sociais, no qual é hostilizada nas ruas de Londres por suas posições sobre Israel. A atriz caminhava ao lado do marido, Taylor Hackford, quando um homem se aproximou e proferiu insultos.
O registro voltou a ganhar repercussão durante o Festival de Cinema de Taormina, na Itália, onde Mirren disse ter entendido o ataque como um equívoco. Segundo ela, a agressão pode ter sido motivada por alguém excessivamente envolvido com a causa ou que não demonstrava equilíbrio emocional.
Ela manteve apoio à existência do Estado de Israel, ao mesmo tempo em que criticou ações do país na Faixa de Gaza, apontando questões sobre violência e consequências para civis. A partir de sua leitura, crimes contra a humanidade teriam sido citados como enquadramento para o que chamou de violência repetida.
Mirren afirmou ainda que observa o crescimento de forças radicais em várias partes do mundo, incluindo em Israel. A atriz, vencedora do Oscar, já expressou anteriormente apoio público a Israel e reconheceu que o Holocausto tornou a criação do Estado necessário, ainda que haja controvérsias sobre o processo histórico.
Entre os trabalhos de Mirren, destaca-se a cinebiografia de Golda Meir, lançada em 2023. A artista também mencionou a possibilidade de se identificar com protestos contra o governo do premiê Benjamin Netanyahu, mantendo, porém, uma leitura que separa a defesa do Estado da crítica a decisões específicas.
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