- A ONU em 8 de junho de 2026 emitiu um alerta sobre a escalada de violência contra mulheres e meninas cristãs na Nigéria, com sequestros, conversões forçadas e assassinatos por grupos extremistas.
- As denúncias apontam assassinatos, violência sexual, sequestros, desaparecimentos, casamentos infantis e forçados, além de conversões religiosas obrigatórias; há um caso de uma menina de 16 anos cuja mão foi decepada após recusa de casamento forçado.
- Os ataques são atribuídos a grupos extremistas no norte e no cinturão central, entre eles Boko Haram, Província da África Ocidental do Estado Islâmico e pastores muçulmanos radicados, que atuam com impunidade.
- A situação é agravada por interpretações rígidas da lei islâmica (Sharia) em 12 estados do norte, além de códigos de blasfêmia e falhas no sistema de justiça, dificultando proteção às vítimas.
- Em campos de deslocados internos, mulheres continuam vulneráveis, com coercitividade sexual para obtenção de alimentos; muitas ocultam a fé ou recorrem ao hijab como proteção. A ONU e outras organizações pedem proteção imediata, libertação de sequestrados, investigações independentes, responsabilização e apoio às sobreviventes.
Especialistas da ONU emitiram alerta em 8 de junho de 2026 sobre a escalada de violência contra mulheres e meninas cristãs na Nigéria. Sequestros, conversões forçadas e assassinatos são atribuídos a extremistas que atuam com impunidade em regiões do país. A denúncia aponta deterioração da segurança e falhas na resposta do governo local.
Relatos apontam assassinatos, violência sexual, sequestros e desaparecimentos. Casamentos infantis e forçados são registrados com frequência, assim como conversões religiosas obrigatórias. Um caso citado envolve uma menina de 16 anos com a mão decepada após recusa de casamento forçado.
Responsáveis
A violência é atribuída a grupos extremistas armados que atuam no norte e no cinturão central da Nigéria. Entre eles estão o Boko Haram, a Província da África Ocidental do Estado Islâmico e pastores muçulmanos radicalizados. A atuação ocorre em meio à insegurança e à ausência de punição efetiva.
Limites legais e justiça
Especialistas destacam que 12 estados do norte adotam interpretações rígidas da Sharia, com códigos de blasfêmia e falhas na justiça civil. Essas questões dificultam a proteção às vítimas e favorecem a continuidade dos crimes contra minorias religiosas.
Situação em campos de deslocados
Mulheres e meninas em campos de refugiados internos vivem grande vulnerabilidade. Muitas são coagidas a atos sexuais em troca de alimento ou ajuda. Para se proteger, algumas escondem a identidade cristã ou recorrem ao hijab.
Exigências da ONU e da comunidade internacional
O grupo pede medidas imediatas de proteção, libertação de sequestrados e investigações independentes. Também requerem processamento dos responsáveis, reparações e apoio psicológico às sobreviventes. A ONU reforça que a impunidade alimenta novos ciclos de violência.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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