- Quarenta mulheres detidas no complex Delaney Hall, em New Jersey, aderiram a uma greve de fome e de trabalho, segundo defensores.
- Elas apresentaram uma lista de demandas, incluindo a libertação de mulheres com menos de vinte e um anos, mulheres com condições médicas e mães, além de melhores condições e andamento mais rápido dos seus casos de imigração.
- O Delaney Hall é administrado pela empresa Geo Group e tem sido alvo de críticas por supostas más condições de atendimento, com protestos e oposição a ações de ICE (Serviços de Cidadania e Imigração).
- A greve das mulheres sucede a uma greve anterior de mais de trezentos homens no mesmo centro, que gerou protestos e resposta policial intensificada.
- Autoridades afirmam que não há greve de fome no local; defensores relatam retaliações, como supressão de visitas familiares e transferências entre unidades, e ocorrem transferências de detidos para outros centros.
Dozens de mulheres detidas no centro de imigração Delaney Hall, em Newark, Nova Jersey, anunciaram participação em greve de fome e de trabalho. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, com as detidas no alojamento 1 apresentando uma lista de demandas.
Elas pedem a liberação de mulheres com menos de 21 anos, de mães e de pacientes com condições médicas, além de melhorias nas condições do local e agilização de seus processos de imigração. O grupo faz parte de uma disputa que envolve instalações geridas por empresa privada.
Delaney Hall é operado pela Geo Group. Nas últimas semanas, o local tem sido um polo de críticas ao endurecimento das deportações anunciadas pela administração federal. Em maio, mais de 300 homens iniciaram greve semelhante no mesmo complexo.
Contexto e desdobramentos
A greve de 22 de maio, de homens, desencadeou apoio público a detidos e provocou resposta policial em Newark. Em julho, autoridades estaduais e locais acionaram forças de segurança para dispersar manifestantes. Relatos de represálias incluem cortes de visitas e remoção de dispositivos de comunicação.
Advogados, líderes religiosos e familiares insistem em que as ações não são radicais, mas baseadas em direitos humanos. Primeiras manifestações de apoio ocorreram logo após o anúncio da greve masculina, com protestos em frente ao centro.
DHS negou, em nota, que haja greve de fome na Delaney Hall naquele momento, alegando fornecimento de três refeições diárias e atendimento médico. Ainda assim, organizações de defesa afirmam retenção de visitas e transferências de detidos para outras unidades.
A Geo Group não comentou o caso até o fechamento deste texto. As denúncias reforçam críticas sobre as condições de instalações privadas destinadas a imigrantes, alvo de investigações e visitas de comissões.
Entre os casos de liberação, destacam-se a liberação de duas jovens de 18 anos e de todas as gestantes detidas, considerados avanços para os defensores dos direitos humanos. Familiares ainda aguardam desdobramentos sobre os impactos da greve.
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