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Propaganda democrática dos EUA falha em convencer chineses

Estudo aponta que a propaganda democrática dos EUA não converte chineses; a diplomacia pública funciona como escudo reputacional, não como espada

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante encontro bilateral na Coreia, em 2025
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  • Estudo de Haifeng Huang, da Universidade Estadual de Ohio, analisa a propaganda dos EUA na China via Weibo e WeChat em 2018 e 2021.
  • Em ambos momentos, mensagens sobre eleições e liberdade de imprensa não alteraram a opinião dos chineses sobre os EUA, nem após a invasão do Capitólio em janeiro de 2021.
  • O estudo conclui que a diplomacia pública age mais como escudo de reputação do que como instrumento persuasivo para converter audiências comuns.
  • Observa ainda que o efeito é limitado quando a China é consolidada como potência orgulhosa, independentemente de a mensagem vir da embaixada ou de fontes anônimas.
  • O panorama atual sugere que a influência se dá mais pela mensagem da China sobre seu modelo do que pelo discurso americano, com o Brasil adotando uma postura pragmática ao buscar contatos e investimentos.

O estudo conduzido por Haifeng Huang, da Universidade Estadual de Ohio, avaliou se a propaganda democrática da embaixada dos EUA na China altera a percepção do público chinês. Dois experimentos foram realizados, em 2018 e em janeiro de 2021, logo após a invasão do Capitólio.

Os resultados indicam que mensagens sobre eleições e liberdade de imprensa não mudaram a opinião sobre os EUA. Em 2021, mesmo com a imagem americana abalada pela pandemia e pelos eventos de 6 de janeiro, as mesmas mensagens tiveram efeito similar.

Natureza do impacto

A conclusão aponta que a diplomacia pública funciona mais como escudo do que como espada. Ela mantém credibilidade diante de ataques reputacionais, mas não converte audiências em tempos normais. O estudo destaca resistência de um país orgulhoso.

Implicações estratégicas

O trabalho sugere que Pequim não perde audiência por culpa de forças externas, pois nem a embaixada sustenta mudança de visão. Ao mesmo tempo, Washington erra ao confiar apenas em valores para persuadir países em ascensão.

Contexto regional e lições

Para a América Latina, o relatório cita uma percepção de que mensagens pró-democracia soam menos mobilizadoras que narrativas nacionais. A região produz exemplos onde caminhos econômicos e tecnológicos pesam mais que lições institucionais.

Conclusões do estudo

Pesquisas recentes indicam que a mensagem do modelo chinês pode ter maior apelo global do que discursos sobre o sistema americano. A narrativa de Beijing é vista como mais persuasiva em diversos contextos internacionais.

Desdobramentos políticos

O artigo observa que decisões no governo americano, como alterações na Voz da América e no apoio externo, afetam a capacidade de comunicação externa. O texto destaca a relação entre robustez democrática e eficácia da mensagem externa.

Relevância para o debate atual

O estudo reforça que a eficácia da diplomacia pública depende de credibilidade interna e de uma estratégia coerente de transmissão de mensagens. Sem esses elementos, discursos sobre valores perdem força em cenários de competição geopolítica.

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