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Soberania também é diálogo, diz Nelsinho Trad sobre novas taxas

Nelsinho Trad defende negociação e diplomacia para mitigar tarifas dos EUA, priorizando soberania e diálogo, não gritaria política

Trad: "O prazo é curto, então não dá para vender solução fácil" - (crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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  • Estados Unidos anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros, provocando preocupação no governo, no setor produtivo e no Congresso.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu em defesa da soberania nacional, enfatizando a necessidade de diálogo e canais diplomáticos, com o slogan “O Pix é do Brasil”.
  • O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, defende prioridade à negociação e à consulta pública para reduzir impactos e manter cadeias produtivas.
  • Uma nova missão do Senado a Washington não está descartada, desde que tenha objetivo claro, avaliando setores mais afetados e possíveis ganhos por meio do diálogo.
  • A Câmara temática inclui o Pix no debate e a Lei da Reciprocidade como instrumento legítimo, usados com responsabilidade apenas após esgotados os canais de negociação.

O governo brasileiro recebeu com cautela o anúncio dos Estados Unidos de impor novas tarifas a produtos brasileiros. A reação inicial reuniu o presidente Lula, o Congresso e o setor produtivo em defesa da soberania nacional. O foco está em negociações técnicas, não em retaliação. A ideia é buscar espaço para diálogo durante a consulta pública aberta nos EUA.

Nelsinho Trad, senador pelo PSD de Mato Grosso do Sul e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, defende prioridade à negociação e ao uso de canais diplomáticos. Em entrevista ao Correio, ele afirma a importância de explorar o período de consultas para apresentar argumentos técnicos.

Uma reunião entre Estados Unidos e Brasil está prevista para 6 de julho, segundo comunicado norte‑americano. Trad não descarta nova missão do Senado a Washington, desde que tenha objetivo claro de reduzir impactos e abrir portas para diálogo com parlamentares e setores afetados.

Caminhos diplomáticos e missão

O senador ressalta que a etapa de consulta pública, audiência e apresentação de argumentos deve ser explorada. O objetivo é reduzir impactos, ampliar exceções e demonstrar como a medida pode prejudicar cadeias produtivas e consumidores norte‑americanos.

A possibilidade de uma nova missão ao exterior depende de ganhos reais. Se houver chance de abrir portas e diminuir impactos, o caminho poderá ser feito, inclusive para reabrir canais de diálogo já existentes.

Trad enfatiza que o tema transcende disputas internas. A CRE pretende tratar o comércio exterior com responsabilidade, buscando cooperação com quem puder ajudar o Brasil, independentemente de alinhamento político.

Posição sobre Pix e Lei de Reciprocidade

O Pix, segundo ele, está inserido no cotidiano brasileiro e deve ser protegido em debates internacionais. O governo deve explicar o funcionamento técnico do sistema e defender seus impactos na economia e na população, sem descartar cooperação internacional.

A Lei da Reciprocidade é vista como instrumento legítimo, mas exige uso responsável. Caso as negociações falhem após consultas e diálogos, o Brasil pode avaliar medidas de defesa, desde que não agravem danos a empresas e trabalhadores.

O tema envolve relação com Washington e interesses de setores exportadores. A defesa da soberania passa pela continuidade de diálogo, avaliação técnica e atuação parlamentar, evitando que o assunto vire motivo de disputa eleitoral.

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