- Em plebiscito neste domingo, a Suíça decide se adota um teto populacional de dez milhões de habitantes.
- Pelas projeções, a população chegaria a esse patamar em 2040; para evitar, o governo poderia ser obrigado a restringir a entrada de imigrantes ou incentivar a saída de residentes.
- O tema ganhou atenção na Europa, com o Partido Popular Suíço apresentando a proposta como medida de sustentabilidade e melhoria da infraestrutura.
- A Suíça tem aproximadamente nove milhões de habitantes, e 31% são pessoas nascidas fora do país.
- Caso seja aprovado, o teto dependeria ainda de aprovação pelos cantões e de eventuais contestações judiciais, além de impactar negociações com a União Europeia.
A Suíça realiza neste domingo um plebiscito inédito sobre um teto populacional de 10 milhões de habitantes. Caso aprovada, a medida colocaria dispositivos para reduzir a entrada de imigrantes, ou até expulsar pessoas, para evitar a barreira prevista para 2040. A votação envolve a população do país e o governo.
O plebiscito é liderado pelo Partido Popular Suíço (SVP), que diz defender a sustentabilidade do país diante de infraestrutura sobrecarregada. A proposta suscita debates em toda a Europa, com impactos potenciais nas relações com a União Europeia e nos acordos de livre circulação.
Dados demográficos apontam que a Suíça tem 9,1 milhões de habitantes e vem registrando crescimento acelerado. Cerca de 31% são nascidos no exterior, principalmente de países da UE, desde a adesão ao Espaço Schengen em 2002. O fluxo migratório é visto como motor econômico por setores diversos.
A política de imigração também é ligada a custos habitacionais elevados. O valor do metro quadrado em Zurique é o mais alto entre as capitais importantes da Europa, com inflação imobiliária recente de 4,16%. Analistas estimam impactos negativos no crescimento se o teto for aprovado.
Impacto econômico e político
A aprovação poderia alterar acordos com a UE, uma vez que a livre circulação de pessoas é associada à de mercadorias. Empresas estrangeiras passaram a atuar na Suíça, atraindo mão de obra qualificada e criando vultosos efeitos na economia local segundo estudos setoriais.
Especialistas destacam que o fim ou a limitação da imigração poderia frear o crescimento de setores como construção, serviços e saúde. Por outro lado, defensores citam benefícios para infraestrutura, habitação e qualidade de vida.
Pesquisas de opinião indicaram empate em meses anteriores, com variações recentes a favor ou contra a proposta. Observadores ressaltam que o resultado pode ter efeitos imediatos no ambiente de investimentos e na política pública de imigração.
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