- O Papa chegou a Tenerife, nas Ilhas Canárias, e visitou um centro de acolhimento que já recebeu milhares de pessoas.
- Em discurso, afirmou que “todos nós somos migrantes” e pediu mais integração, destacando a importância de tratar quem busca abrigo com dignidade.
- Observou que a rota atlântica para as Canárias é uma das mais perigosas, com cerca de 1.906 pessoas mortas no ano anterior.
- Comentou sobre a reforma da migração da União Europeia, dizendo que a iniciativa é vista como dura por organizações de direitos, e chamou líderes a intensificar a acolhida.
- Advertiu contrabandistas de pessoas de que enfrentarão justiça divina, ao mesmo tempo em que destacou o sofrimento de migrantes após a chegada e a necessidade de proteção.
Papa Francisco, durante a última etapa de sua semana de viagem pela Espanha, reforçou que “todos somos migrantes” e elogiou a integração como ferramenta de convivência. Ao chegar a Tenerife, ele visitou um centro de acolhimento em antigos quartéis, que já recebeu milhares de pessoas.
No local, o pontífice discursou para centenas de migrantes. Ele destacou que a rota atlântica para as Ilhas Canárias é uma das mais mortais do mundo, lembrando que, no ano anterior, cerca de 1.9 mil pessoas perdiam a vida tentando chegar à Europa.
Ato público em Tenerife
Ao longo da visita, Leo XVI pediu esforços maiores para acolhimento, proteção de direitos e integração dos migrantes. O Papa alertou para uma “experiência de afogamento silencioso” enfrentada por quem chega às cidades, sem voz, vínculos ou trabalho.
Pelo menos desde a quinta-feira, o religioso tem feito críticas às políticas migratórias europeias, insistindo na dignidade humana e na necessidade de proteger quem busca segurança. Em Tenerife, ele reforçou o chamado por soluções humanas.
Contexto europeu
No mesmo dia, entrava em vigor uma reformulação de registros migratórios na União Europeia, considerada dura por organizações de direitos humanos. A versão atualizada foi amplamente contestada por entidades que defendem o direito de asilo.
O Papa também condenseu sua mensagem para líderes internacionais, pedindo ações que favoreçam a proteção dos direitos dos migrantes e a prevenção de abusos ligados a redes de tráfico de pessoas.
Voz dos migrantes
Bousso Diouf, natural da Nigéria, discursou ao lado do Papa, representando quem deixou o próprio país em busca de segurança. Ela descreveu a jornada como marcada por medo, frio e incerteza, pleiteando respeito, humanidade e dignidade.
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