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União Europeia bloqueia carne bovina brasileira: razões e impactos

UE bloqueia carne brasileira por atraso na comprovação de controles antimicrobianos, impactando carne bovina e outros produtos, como aves e subprodutos

Entidades dizem que governo falhou em responder UE em tempo hábil sobre conformidade da produção nacional de produtos de origem animal (Foto: André Borges/EFE)
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  • A União Europeia suspendeu as importações de carne bovina brasileira por não receber, no prazo, evidências sobre o controle de antimicrobianos na produção; o Brasil pode ser excluído a partir de setembro.
  • Além da carne bovina, a decisão atinge carne de aves, cavalos e pescados; há risco a subprodutos como tripas, ovos e mel, afetando especialmente o Paraná, maior produtor de frango.
  • Representantes do agronegócio afirmam que houve falta de agilidade e coordenação do Ministério da Agricultura, defendendo que o status sanitário é bom, mas os protocolos não foram comprovados a tempo.
  • Especialistas avaliam que o Brasil pode perder competitividade global; países vizinhos que cumpriram as exigências já foram liberados, e o Reino Unido pode impor restrições sem rastreabilidade segura.
  • O governo diz que mantém diálogos com autoridades europeias; o Itamaraty não divulgou detalhes técnicos ou prazos, e o Ministério da Agricultura não se posicionou sobre as críticas.

A União Europeia bloqueou a carne bovina do Brasil devido à falha do governo brasileiro em enviar, dentro do prazo, as evidências sobre o controle de antimicrobianos na produção nacional. Sem comprovação de conformidade com as normas sanitárias europeias, o bloco excluiu o Brasil da lista de exportadores a partir de setembro. Além disso, a suspensão afeta outros itens da cadeia pecuária e de pesca.

A decisão europeia não se limita à carne bovina. Também estão sob embargo a carne de aves, cavalos e pescados. O risco se estende a subprodutos como tripas, ovos e mel. O Paraná, maior produtor de frango do Brasil, teme perdas significativas com exportações que alcançaram centenas de milhões de dólares no ano anterior.

Para o setor, a crítica central é a lentidão na atuação do Ministério da Agricultura. Federações como Faep, no Paraná, e Farsul, no Rio Grande do Sul, apontam falhas na coordenação e na comprovação de protocolos sanitários, mesmo quando o status sanitário do país é visto como adequado.

Especialistas em direito do agronegócio avaliam impacto negativo na competitividade internacional. Em comparação com vizinhos que cumpriram as exigências, o Brasil ficou atrás. Mercados exigentes, como o Reino Unido, já sinalizam a possibilidade de novas restrições sem evidência de rastreabilidade confiável.

O governo afirmou que mantém diálogos com autoridades europeias para buscar uma solução. O Itamaraty disse que não divulgará detalhes técnicos ou prazos para não prejudicar as tratativas. O Ministério da Agricultura não comentou as críticas de lentidão feitas pelo setor produtivo.

Conteúdo produzido com base em informações apuradas pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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