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Interpol prende mais de 8 mil em uma das maiores cooperações internacionais

Orca XI, liderada pela Interpol com OEA e financiamento da UE, resulta em 8.701 prisões e grandes apreensões de drogas e armas na América Latina

A força-tarefa surge como a tentativa de coordenação estruturada mais ambiciosa já colocada em prática na região para combater grupos criminosos e suas parcerias transnacionais (Foto: Divulgação/Interpol)
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  • A operação Orca XI, coordenada pela Interpol e pela Organização dos Estados Americanos, com financiamento da União Europeia, ocorreu entre 15 de outubro e 30 de novembro de 2025.
  • Em dez países da América do Sul e da América Central, foram registradas 8.701 prisões relacionadas a posse ou tráfico de armas, drogas e outros crimes.
  • A ação resultou na apreensão de 3,3 mil armas de fogo e na destruição de cerca de 56 toneladas de drogas.
  • Também foram recolhidos 210 veículos, 200 mil cartuchos de munição e US$ 256 mil em dinheiro.
  • A operação é apresentada como uma das maiores cooperações internacionais da história, com potencial para servir de modelo futuro no combate a facções criminosas transnacionais; o brasileiro Valdecy Urquiza chefiou a Interpol pela primeira vez.

No início de outubro, a operação Orca XI, coordenada pela Interpol e pela OEA com financiamento da União Europeia, prendeu mais de 8,7 mil pessoas e destruiu centenas de toneladas de entorpecentes no maior esforço de cooperação já registrado na região. A ação ocorreu entre 15 de outubro e 30 de novembro de 2025 e teve desfecho divulgado apenas agora.

Ao todo, participaram forças policiais de 10 países da América do Sul e Central, com foco em combate ao crime transnacional. Em balanço oficial, foram apreendidas 6,9 toneladas de cocaína, 38,5 toneladas de maconha, além de grandes volumes de coca e metanfetamina. Armas de fogo, munições e veículos também foram retidos.

A operação mira o fortalecimento de rotas de tráfico que conectam produtores ao mercado consumidor global, incluindo Europa, Ásia e África. O Brasil liderou a iniciativa, que tem sede em Buenos Aires, e envolve a cooperação entre polícias nacionais e órgãos regionais.

Contexto da força-tarefa

A parceria é descrita pelas autoridades como uma das mais ambiciosas para enfrentar redes criminosas transnacionais. O Brasil atua como principal corredor logístico para exportação de cocaína, com articulação que envolve diversos países da região.

No total, 8.701 prisões associadas à posse ou tráfico de armas, drogas e outros crimes foram registradas. Além disso, foram apreendidos cerca de 200 mil cartuchos, US$ 256 mil e 210 veículos, conforme comunicado da Interpol.

Em território colombiano, 22 pessoas foram presas por financiamento de terrorismo ligado ao tráfico de armas. Investigações apontam fabricação, tráfico e posse de armamentos, munições e explosivos.

No Brasil, as autoridades apreenderam dois fuzis, uma submetralhadora, duas pistolas, uma granada, drogas, munições, equipamentos de comunicação e cadernos com registros de tráfico. As apurações seguem em andamento.

No Panamá, um casal foi detido em operação de contrabando de armas, com fuzil encontrado em veículo. As ações envolviam o uso de serviços postais para deslocamento de armamento.

No Chile, três prisões ocorreram, com 580 quilos de drogas e nove armas de fogo apreendidas. Também foram bloqueadas 11 contas ligadas à lavagem de dinheiro.

Impacto regional e perspectivas

Especialistas apontam que a cooperação hemisférica pode redefinir estratégias de combate ao crime organizado transnacional. A Interpol aponta avanços na retirada de armas das ruas e na apreensão de drogas de grande escala.

Pela primeira vez, a Interpol tem à frente um brasileiro, Valdecy Urquiza, da Polícia Federal. A gestão enfatiza descentralização e atuação voltada ao sul global, onde violência associada a traficos tem crescido.

A OEA reforça o papel de acompanhamento às 34 Nações-Membros, destacando que a cooperação entre estados e organizações facilita o intercâmbio de informações e a coordenação operacional.

Os promotores e autoridades destacam que Orca XI pode servir como modelo para futuras operações conjuntas, ampliando a eficácia no combate a facções criminosas transnacionais e ao tráfico de armas.

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