- Os leões de Atlas são considerados extintos na natureza e sobrevivem apenas em cativeiro em alguns locais; eram símbolos de lealdade e coragem na história do Marrocos.
- A espécie, também chamada de Leão-da-Barbária, era a maior subespécie de leões já existente, com juba densa que ajudava a enfrentar o frio das montanhas do Atlas.
- Ao longo dos séculos, tribos marroquinas davam leões como presente a sultões e aliados, reforçando alianças e amizade entre povos.
- Em 1956, após a independência, o Marrocos passou a incluir os leões no brasão do reino como símbolo de coragem.
- Hoje, estima-se a existência de quase duzentos leões de Atlas em cativeiro, em locais como Rabat, Hannover e Midbarium.
Conheça os Leões de Atlas, animais extintos na natureza que viraram símbolo do Marrocos. A espécie, admirada desde o Império Romano, inspira lealdade e coragem. Hoje, o Leão de Atlas é reconhecido como o maior subgrupo de leões já existente, mas não sobrevive livremente.
O animal também é conhecido como Leão-da-Barbária. Sua juba densa protegia do frio das montanhas do Atlas, no norte da África. Em tempos romanos, servia de motivo em jogos de gladiadores e execuções. Hoje, a espécie é classificada como extinta na natureza, com alguns exemplares em cativeiro.
Relação com Marrocos
Historicamente, tribos caçavam leões de Atlas para presentear o sultão, mantendo alianças e demonstrando fidelidade. O governo marroquino registra que, em algumas ocasiões, esses leões foram oferecidos a reis e líderes aliados como símbolo de amizade.
Ocasionalmente, marroquinos lembram casos históricos, como presentes ao Jardim Real em Londres no século XIII e ao presidente dos EUA em 1839. Após 1956, com a independência, o país incluiu o leão no brasão como símbolo de coragem.
Relação com o futebol
A Federação Real Marroquina de Futebol adotou o leão como símbolo de força e orgulho do país. A seleção masculina destacou-se globalmente a partir de 1970, tornando-se a segunda equipe africana a disputar uma Copa do Mundo, e venceu a Copa Africana de Nações em 1976.
A expressão Leões de Atlas passou a identificar tanto a seleção masculina quanto a feminina. Em 2022, Marrocos alcançou uma semifinal de Copa do Mundo, marco histórico para o continente africano, fortalecendo a imagem nacional. O Escritório Nacional de Turismo lançou campanha de agradecimento à equipe pela contribuição ao prestígio do reino.
Estado atual do Leão de Atlas
O Magrebe abriga a região original de atuação do Leão de Atlas. O declínio populacional ocorreu durante a ocupação colonial francesa, com caça para obtenção de pele, reduzindo a presença na natureza. Em 1970, todos os exemplares vivos foram transferidos para o Parque Nacional, para evitar a extinção.
Hoje, estima-se que haja quase 200 animais vivos, mantidos em zoológicos ao redor do mundo, incluindo Rabat (Marrocos), Hannover (Alemanha) e Midbarium (Israel). A preservação segue como prioridade, mesmo com a ausência de população livre no habitat natural.
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