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Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua, atuou no Brasil

Trump anuncia cooperação EUA-Venezuela para eliminar líder do Tren de Aragua, encerrando fase de expansão regional da gangue

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  • Na sexta-feira, 12, por volta das 21h no horário local, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que EUA e Venezuela realizaram uma operação que matou Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, líder do Tren de Aragua.
  • Trump descreveu o ataque como rápido e letal e anexou um vídeo de uma explosão em um prédio. O governo venezuelano informou que a operação ocorreu no sudeste do estado de Bolívar, na Venezuela, com troca de informações de inteligência e apoio técnico.
  • Guerrero Flores, natural de Maracay, Aragua, nasceu em 1983 e é apontado como fundador do Tren de Aragua. Ele estava foragido desde 2023 e havia sido condenado em 2016 por diversos crimes; o governo venezuelano só então confirmou o desaparecimento dele.
  • O Tren de Aragua, sob seu comando, expandiu-se pela Venezuela e para outros países, com atuação documentada na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e, segundo fontes, Brasil e Costa Rica; houve também ações na Espanha e Estados Unidos.
  • O grupo foi designado como Organização Terrorista Estrangeira por autoridade dos EUA em 2024, ampliando medidas de cooperação internacional; Guerrero Flores teve uma recompensa de até 5 milhões de dólares oferecida pelos EUA por informações sobre sua captura.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ocorrido uma operação conjunta com a Venezuela para tirar da linha de frente Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, líder da gangue Tren de Aragua. A suposta ação ocorreu na sexta-feira, 12, no sudeste da Venezuela, segundo a publicação de Trump na Truth Social. A versão cita a cooperação entre ambos os governos e descreve o ataque como rápido e letal.

De acordo com o texto, Guerrero Flores era apontado como chefe da gangue desde os anos em que o grupo ganhou força dentro da prisão de Tocorón, em Aragua, e depois expandiu sua atuação para outros países. A operação é apresentada como parte de um combate ao crime transnacional, com o objetivo de capturar ou eliminar líderes responsáveis por atividades criminosas.

A versão de Trump também inclui um vídeo de 10 segundos mostrando a destruição de um prédio por explosão. O governo interino da Venezuela, representado pela vice-presidente em exercício Delcy Rodríguez, informou que a ação ocorreu no sudeste do estado de Bolívar e envolveu intercâmbio de informações de inteligência e apoio técnico entre os dois países.

Guerrero Flores, foragido há anos, estava sob risco de prisão internacional, com antecedentes que remontam a 2005. Em 2018, a Suprema Corte da Venezuela o informou em sentença por crimes como homicídio, fuga de custódia e tráfico de drogas. Governos anteriores já haviam emitido recompensas por informações sobre seu paradeiro.

Contexto do Tren de Aragua

Com a liderança de Guerrero Flores, o Tren de Aragua ampliou presença regional e chegou a outros países da América Latina. Relatórios de think tanks e observatórios indicam atuação na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e também no Brasil e na Costa Rica, segundo organizações de monitoramento.

Na Venezuela, o grupo ganhou influência dentro de Tocorón, estabelecendo estruturas como piscinas e restaurantes dentro do presídio. Em 2023, o governo venezuelano assumiu o controle da instituição e de lá começou a busca por Guerrero Flores, que já era procurado internacionalmente.

Desdobramentos internacionais

Guerrero Flores teve envolvimento judicial nos Estados Unidos, com acusações em dezembro de 2025 por suposta liderança de atos terroristas. Em 2024, a família do grupo já enfrentava ações em outros países, com prisões de pessoas ligadas ao Tren de Aragua na Espanha e em outros locais europeus.

A designação como organização terrorista estrangeira, feita pelo governo dos EUA no início do segundo mandato de Trump, consolidou o enquadramento do grupo em termos de política externa brasileira e internacional. Países da região seguiram diferentes caminhos legais em relação ao Tren de Aragua.

O caso ressalta a expansão histórica da gangue, que teve origem em presídios venezuelanos e, ao longo dos anos, consolidou operações transnacionais e redes de crime organizado. Autoridades estudam impactos regionais e as ações de cooperação entre países para enfrentar esse tipo de organização.

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