- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou novas medidas econômicas para dinamizar a economia, em meio ao endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos, em entrevista publicada na última sexta-feira, 12.
- O pacote inclui mudanças na gestão econômica, com mais autonomia para municípios e empresas estatais e redução da burocracia.
- As medidas visam soberania alimentar, estímulo à produção, facilitação do comércio exterior e de investimentos, além de avanços em energias renováveis e mobilidade elétrica.
- Haverá ajustes fiscais e monetários para evitar financiar ineficiências, com substituição gradual de subsídios por apoio direcionado a pessoas vulneráveis.
- O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu a empresa estatal cubana Unión Cuba-Petróleo (Cupec) na Lista de Nacionais Especialmente Designados, ampliando o cerco à ilha.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou novas medidas econômicas em entrevista divulgada na imprensa do país. O objetivo é dar dinamismo à economia diante do endurecimento do bloqueio americano. O pacote inclui ajustes no modelo de gestão, maior autonomia para municípios e empresas estatais, e redução da burocracia.
As ações priorizam a soberania alimentar e a produção, além de incentivar o comércio exterior e o investimento, inclusive por cubanos no exterior. A agenda também prevê investimentos em energias renováveis, mobilidade elétrica e mudanças fiscais e monetárias para reduzir falhas no financiamento, com substituição gradual de subsídios por apoio focalizado a pessoas vulneráveis.
Novo conjunto de medidas
Entre as medidas, ganha destaque o empoderamento de entidades locais e a simplificação de procedimentos para estimular a atividade econômica. A ideia é facilitar a participação de empresas estatais e privadas na produção de bens essenciais, bem como o incremento de parcerias internacionais para projetos de infraestrutura.
Restrição adicional dos EUA
Em paralelo, o governo dos Estados Unidos ampliou sanções, adicionando a empresa estatal cubana Unión Cubapetroleo (Cupet) à lista de designados. A medida agrava o cerco financeiro e limita operações relacionadas ao setor de energia cubano.
O Departamento do Tesouro americano justificou a ação alegando impactos sobre a economia cubana e sobre o desenvolvimento de políticas internas. A administração norte-americana mantém críticas ao regime cubano, citando déficits de transparência e violações de direitos.
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