- Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, era apontado como o principal chefe do Tren de Aragua e foi morto em uma operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela no sudeste do estado de Bolívar.
- Mesmo preso no Centro Penitenciário de Aragua, conhecido como Tocorón, Guerrero chefiava a facção, que chegou a ter estrutura semelhante a um hotel de luxo dentro do presídio.
- A infraestrutura do presídio sob seu comando incluía piscina, boate, cassino, bares, restaurantes, lojas, caixas eletrônicos, além de áreas para criação de animais e um zoológico.
- Em 2023 houve uma megaoperação militar venezuelana para retomar o controle do Tocorón; Guerrero fugiu na ocasião e não foi capturado.
- Em dezembro de 2025, o governo dos Estados Unidos o acusou em Manhattan por crimes como conspiração para extorsão, terrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas; há recompensa de até US$ 5 milhões, e ele consta no mesmo processo que envolve Nicolás Maduro e outros integrantes do governo venezuelano.
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, morreu em operação conjunta entre EUA e Venezuela. O ataque ocorreu no sudeste do estado de Bolívar, na Venezuela, e foi realizado pelas forças dos dois países para neutralizar o líder da facção Tren de Aragua, considerada uma das maiores organizações criminosas da região.
A ação foi confirmada por autoridades dos dois países na sexta-feira, 12 de junho. Trump, presidente dos EUA, alegou que o comando sul executou um ataque rápido e letal, visando Guerrero. O governo venezuelano também informou que houve confrontos com grupos criminosos e que Guerrero foi neutralizado.
Guerrero nasceu em 1983 em Maracay, Aragua. Iniciou atividades criminosas no início dos anos 2000, com delitos diversos. Em 2005 cometeu ataques a uma delegacia e matou um cabo da polícia. Foi preso em 2010 por tráfico de drogas, homicídio e roubo, e enviado para Tocorón. Escapou em 2012 e foi recapturado em 2013, retornando à prisão.
Mesmo encarcerado, Guerrero comandou o Tren de Aragua e expandiu a facção, tornando-a uma das maiores da América Latina. Durante o tempo no Centro Penitenciário de Aragua, Tocorón, a estrutura ganhou alas luxuosas, com piscina, boate, cassino, bares, restaurantes, caixas eletrônicos, e até um zoológico com animais selvagens.
Em 2023, uma megaoperação da Venezuela tentou retomar o controle do presídio. Arremessos de armas de guerra, túneis para o exterior e outros arsenais foram encontrados. Guerrero fugiu na ocasião, mantendo a liderança da organização. Pesquisadora alerta que a intervenção não significou o fim do grupo.
Processo nos EUA e conexões políticas
Em dezembro de 2025, o governo americano formalizou acusações contra Guerrero em Manhattan, envolvendo conspiração para extorsão, terrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas. O Departamento de Justiça oferece recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levem à captura.
Guerrero aparece como réu no mesmo processo federal em Nova York que cita o governo venezuelano, incluindo o presidente Nicolás Maduro e outros membros do alto escalão. Além de Guerrero, constam acusações contra a esposa de Maduro, Cilia Flores, o ministro do Interior Diosdado Cabello e um filho do governante.
Entre na conversa da comunidade