- O G7 acontece em Evian, França, a partir de 15 de junho, com participação de Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Canadá e Itália, sob a presidência francesa.
- A pauta inclui guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, com fortes medidas de segurança e expectativa de protestos.
- O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já confirmou presença; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar encontros bilaterais, incluindo reunião com Trump, para defender multilateralismo.
- Sobre a Ucrânia, há expectativa de avanços que abram espaço para negociações de paz; há participação do presidente ucraniano Volodimir Zelenski de forma ainda não confirmada.
- Entre os temas, também está a guerra entre EUA e Israel e o Irã, com foco em manter o Estreito de Ormuz livre; não haverá declaração final conjunta, mas acordos específicos devem ser firmados.
O G7 ocorre em Evian, França, a partir desta segunda-feira (15/06). A reunião reúne os líderes das sete maiores economias: EUA, França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Canadá e Itália. O objetivo é discutir tensões globais, com foco na Ucrânia, no Oriente Médio e na economia mundial. A presença de Donald Trump, anunciado pelos organizadores, reforça o cenário de buscas por consenso entre diversas visões.
A cúpula acontece em meio a protestos previstos no entorno de Evian, com relatos de mobilizações antigas contra migração, clima e desigualdade. O grupo em geral adota medidas de segurança reforçadas para evitar confrontos. Em 2003, Evian viveu saques e danos milionários durante a então cúpula do G8.
Cenário do G7 e participação de China e Rússia
A pauta contempla a China, que não participa do G7, e a exclusão histórica da Rússia desde 2014. Especialistas destacam que o formato segue sendo uma reunião informal entre potências liberais, com preparo prévio de ministros para cadência econômica e comercial.
Diana Panke, professora de ciência política, afirma que o formato mantém relevância para alinhamento entre democracias liberais. O G7 busca manter cooperação econômica e resposta coordenada a crises, especialmente a guerra na Ucrânia.
Ucrânia e negociações de paz
A situação na Ucrânia é tema central. Fontes alemãs apontam mudanças recentes que podem abrir espaço para negociações. Zelenskiy participa de sessão na manhã de terça-feira, presencial ou por videochamada, segundo a organização.
Macron ressaltou a importância de restabelecer consenso sobre o apoio à Ucrânia. O chanceler alemão Merz afirma que a paz duradoura depende de negociações com participação de Ucrânia, Rússia, EUA e Europa.
Outros temas em pauta
A guerra entre EUA e Israel e o Irã também figurará na agenda. Analistas dizem que os líderes devem buscar caminhos para reduzir impactos na economia global, incluindo a liberdade do Estreito de Ormuz para tráfego comercial.
O encontro no Lago de Genebra também discutirá oportunidades em IA. O CEO da OpenAI, Sam Altman, foi convidado para participar de conversas entre líderes e setores econômicos.
agenda brasileira e próximos passos
O presidente Lula, presente entre os convidados, defenderá o multilateralismo e maior contribuição financeira para emergências globais. A diplomacia brasileira estuda encontros bilaterais com Trump e Ursula von der Leyen.
Entre as possibilidades, Lula buscará avanços que fortaleçam exportações brasileiras para os EUA, diante de tarifas que podem chegar a 37,5%, e restrições da UE a carnes brasileiras. As reuniões seguem sem previsão de declaração final conjunta.
Entre na conversa da comunidade