- Delegação do Catar chegou a Teerã para examinar os últimos desdobramentos do processo diplomático destinado a encerrar o conflito entre Irã e EUA.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que assinariam neste domingo um acordo para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, mas Teerã não confirmou a informação.
- O Paquistão, mediador, disse esperar a finalização do acordo nas próximas 24 horas e mencionou a possibilidade de uma assinatura eletrônica antes das discussões técnicas na próxima semana.
- O texto em negociação prevê o fim do bloqueio aos portos iranianos e uma nova forma de gestão do Estreito de Ormuz; um esboço de protocolo divulgado inclui o direito do Irã de enriquecer urânio e a liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados.
- Houve resistência de parte da liderança conservadora iraniana às concessões; o Líbano também foi incluído nas negociações, conforme sustenta a parte norte-americana, gerando tensões com Israel e Hezbollah.
Uma delegação do Catar chegou neste domingo a Teerã para discutir os últimos desdobramentos do processo diplomático destinado a encerrar o conflito entre Irã e EUA, conforme a imprensa iraniana. O objetivo é examinar avanços e entraves nas negociações em curso.
O presidente dos EUA afirmou ter assinado um acordo com o Irã para encerrar o confronto e reabrir o Estreito de Ormuz, porém a confirmação não veio de Teerã até o momento. Consultados oficiais variados divergem sobre o cronograma exato das etapas.
Ao longo da semana, ataques entre Irã, EUA e Israel elevaram temores de escalada regional, enquanto as partes indicam progressos, ainda sem consenso sobre pontos técnicos sensíveis, como o programa nuclear, o controle do estuário estratégico e a suspensão de sanções.
O primeiro-ministro do Paquistão, mediador na negociação, sinalizou expectativa de finalização do acordo em 24 horas e mencionou uma assinatura eletrônica prevista antes das discussões técnicas da próxima semana.
O chanceler iraniano informou que o texto em discussão pode prever o fim de bloqueios a portos iranianos e uma nova gestão do Estreito de Ormuz. Não há confirmação oficial sobre a versão final do acordo.
Uma versão divulgada pela agência Mehr apresenta um protocolo com 14 pontos, incluindo o direito do Irã de enriquecer urânio e a liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados. O conteúdo permanece sob avaliação.
Trump afirmou que, uma vez assinado, o Estreito de Ormuz estaria aberto para todos, e que os iranianos não desejam mais armas nucleares. A declaração foi feita via Truth Social, sem confirmação oficial de Teerã.
No terreno regional, o Líbano aparece como tópico das negociações, conforme indica uma fonte americana, com possibilidade de inclusão formal no acordo. O tema envolve o papel do Hezbollah e Apoio iraniano na região.
O Exército israelense relatou dois drones vindos do Líbano terem atingido território israelense sem vítimas. Em reação, autoridades de ambos os lados discutem ações futuras, com evacuações em áreas ao sul de Beirute.
Desde o cessar-fogo de 8 de abril, Washington e Teerã tentam chegar a um acordo, enfrentando divergências sobre o controle de recursos, sanções e cooperação regional. As informações oficiais seguem sob monitoramento de fontes internacionais.
- Com AFP
- Últimas atualizações sobre o diálogo permanecem sujeitas a confirmação oficial de Teerã e aos próximos desdobramentos diplomáticos.
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