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Ebola na RDC: um mês após, pode ser o surto mais mortal já registrado

Um mês após o surto de Ebola na DRC, já são 676 casos confirmados e 136 mortes, com financiamento insuficiente dificultando a resposta e ampliando riscos

A Congolese health worker in full PPE carries a child cleared of Ebola at an orphanage in Hoho commune, Bunia, Ituri province, DRC.
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  • Um mês após o início do surto na República Democrática do Congo, são 676 casos confirmados e 136 mortes, com a maioria na província de Ituri.
  • A resposta é atrapalhada pela falta de financiamento, desabastecimento de Equipamentos de proteção individual e de veículos para transporte de corpos, embora os testes tenham avançado.
  • Uganda reporta 19 casos e duas mortes; o rastreamento de contatos está em curso para tentar manter o surto sob controle.
  • Há resistência de comunidades a medidas de higiene e desmentimentos sobre a existência do vírus, além de incidentes de violência contra trabalhadores humanitários.
  • Um plano conjunto da África Centrais para oCDC e da OMS estima necessidade de 518 milhões de dólares nos próximos seis meses para conter o surto, com promessas ainda não totalmente confirmadas.

O Ebola continua em expansão na República Democrática do Congo (DRC), com 676 casos confirmados e 136 mortes, segundo dados da ONU. A maior parte dos casos ocorreu na província de Ituri, após a identificação inicial do surto com o vírus Bundibugyo.

Autoridades de saúde relatam que a taxa de vítimas quase dobra a cada semana, enquanto o acesso a insumos essenciais permanece prejudicado. Trabalhadores de campo relatam escassez de equipamentos de proteção e de veículos para o transporte de corpos.

A situação envolve comunidades locais, serviços de saúde e organizações humanitárias. Além do risco em Ituri, Uganda registra 19 casos e duas mortes, com monitoramento intensificado de contatos para conter a transmissão.

Desafios logísticos e respostas em curso

Os serviços de saúde enfrentam resistência a medidas de higiene e desinfecção em algumas comunidades. Mistura de medo, desinformação e rituais fúnebres dificulta a adesão ao isolamento de pacientes.

Medidas de comunicação, com campanhas locais e uso de rádio e televisão, são utilizadas para esclarecer sintomas e riscos. Equipes de resposta têm reuniões diárias para coordenar ações.

O estudo de financimento aponta necessidade de cerca de US$ 518 milhões nos próximos seis meses para conter o surto. Até o momento, estima-se que parte do financiamento já tenha sido prometido, mas a eficácia ainda depende de liberação ágil de recursos.

Perspectivas e cenário internacional

Especialistas ressaltam que o risco global permanece baixo, mas a resposta depende de maior apoio internacional. Países como Estados Unidos impuseram restrições de viagem a viajantes da região, o que tem gerado críticas por possível atraso na mobilização de ajuda.

Profissionais de saúde observam que, com mais de 4.900 contatos identificados na região, a monitorização ainda esbarra em atrasos e dificuldades de adesão. O objetivo é interromper a transmissão e evitar que o surto atinja patamares de 2014-2016.

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