- EUA e Irã chegaram a um acordo preliminar de paz para encerrar o conflito; um memorando deve ser assinado em Genebra na sexta-feira.
- O anúncio foi feito originalmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, com confirmação de Donald Trump.
- Trump afirmou que o estreito de Hormuz seria reaberto e que o acordo traria paz e segurança à região.
- O vice‑ministro do Irã afirmou que o acordo encerra a guerra de imediato; a gestão do estreito pode ficar sob arranjos iranianos, conforme a imprensa estatal.
- Líderes europeus, Japão e Austrália deram suporte ao acordo; a ONU classificou como passo crítico; mercados asiáticos subiram e o petróleo caiu; Israel ainda não se manifestou.
O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã foi anunciado como tentativa de encerrar o conflito entre as duas nações. O MoU deve ser assinado em Genebra ainda nesta sexta-feira, segundo informações de mediadores. A notícia aponta que as negociações ainda têm lacunas a preencher.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador. Em seguida, o ex-presidente Donald Trump confirmou o acordo, sem detalhar termos específicos. Trump afirmou que a trégua traria paz e segurança à região e citou a reabertura do estreito de Hormuz como consequência do acordo, sujeito a formalização.
O governo iraniano, por meio do vice-ministro das Relações Exteriores Kazem Gharibabadi, informou que a assinatura coloca fim imediato ao conflito entre as duas nações. O relato de Teerã também incluiu a declaração de fim da guerra em todos os campos, inclusive no Líbano, embora ainda haja dúvidas sobre como o estreito de Hormuz será administrado.
Perspectivas e reações internacionais
A Mehr, agência de imprensa estatal do Irã, indicou que o acordo dependerá de disposições iranianas para a gestão do estreito. Em entrevista ao New York Times, Trump sugeriu que o estreito poderia permanecer sem tarifas, caso o acordo se consolide. O ex-presidente também afirmou que, na ausência de um acordo nuclear final, poderia retomar ações contra Teerã.
Alguns legisladores norte-americanos, como o senador Lindsey Graham, manifestaram preocupações com as divergências entre equipes de negociação dos dois países. Ao redor do mundo, líderes europeus, de Japão e da Austrália receberam o anúncio de forma positiva, enquanto o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, ressaltou a importância da medida como passo crítico.
Na esfera econômica, os mercados asiáticos reagiram de modo favorable, com índices de Tóquio e Seul registrando alta superior a 5%. O petróleo caiu acima de 3% no início desta semana. Israel não se manifestou de imediato sobre o acordo, reiterando que não participou das negociações, mesmo após um ataque recente a Líbano que gerou críticas internacionais.
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