- O G7 inicia a cúpula de 2026 em Évian-les-Bains, França, a partir de segunda-feira, 15, com o grupo das sete economias mais desenvolvidas.
- O confrontamento entre os Estados Unidos e os demais membros ganha peso, com tarifas, tensões sobre big techs e a proposta de sobretaxa relacionada à Groenlândia, alvo de resistência de França, Alemanha e Reino Unido.
- Divergências do grupo vão além da economia, atingindo questões geopolíticas, como críticas à atuação da Otan e ao Japão em temas internacionais.
- Potências médias convidadas para a cúpula, entre elas Brasil e Índia, são discutidas como complemento ou contrapeso ao G7, com debates sobre impacto e legitimidade global.
- Analistas veem o G7, apesar de sinais de obsolescência, ainda relevante, mas pressionado a buscar uma coalizão mais coesa em temas como transição energética e cadeias de suprimentos, sem depender da antiga governança econômica unilateral.
O G7 inicia hoje sua cúpula de 2026 na cidade francesa de Évian-les-Bains. O encontro ocorre em meio a disputas internas entre os EUA e os demais integrantes, além da ascensão de potências emergentes que ganham relevância no cenário global. O bloco mantém foco econômico, mas as divergências ganham contornos geopolíticos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, desde sua volta à Casa Branca em 2025, intensifica disputas tarifárias com a Europa. As tensões também envolvem punições a big techs americanas impostas pela UE e a possibilidade de alterar acordos com a Groenlândia, território dinamarquês, o que alimenta atritos com países europeus.
A cúpula ocorre em um momento em que a divisão entre os membros se estende a temas como comércio, política energética e relações com aliados da Otan. Analistas apontam que o G7 atravessa uma fase de paralisia funcional, com impactos na sua capacidade de conduzir a agenda global.
Potências médias, convidadas para o debate
Brasil, Índia e outros não membros são convidados para participação, o que levanta o debate sobre o papel dessas potências. O objetivo é avaliar se esses países atuam como complemento ou contraponto ao G7 diante de mudanças no equilíbrio global.
Especialistas internacionais destacam que o peso econômico do G7 diminuiu em relação ao passado, enquanto as potências emergentes ganham influência. A participação de Brasil e Índia é vista como tentativa de ampliar legitimidade em áreas como transição energética e cadeias de suprimentos.
Para alguns analistas, a presença de potências médias reflete uma adaptação do bloco. A ideia é ampliar o diálogo sobre questões econômicas e tecnológicas, especialmente em inteligência artificial, sem abandonar o papel central do G7. chercheurs
Ricardo Caichiolo, professor de relações internacionais, aponta que o G7 não está obsoleto, mas enfrenta uma fragmentação interna relevante. Segundo ele, a cooperação precisa se reorganizar para manter relevância em temas globais.
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