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Manifestantes incendiam Tesla e atacam prédio da ONU na Suíça contra o G7

Em Genebra, cerca de vinte mil marcham contra o G7; protesto termina com incêndio de veículo Tesla e danos à agência da ONU, após uso de gás lacrimogêneo

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  • Cerca de 20 mil pessoas participaram de marcha pacífica em Genebra contra a cúpula do G7, que ocorre de 15 a 17 de junho em Evian-les-Bains, França.
  • Manifestantes incendiaram um veículo Tesla e quebraram janelas do escritório da ONU; a polícia respondeu com gás lacrimogêneo.
  • A ação envolveu ataques a símbolos do capitalismo e do multilateralismo; crianças choraram devido ao gás e tijolos foram arremessados contra a polícia.
  • Os protestos, motivados por críticas à desigualdade, à globalização e às mudanças climáticas, destacaram que os valores do G7 favorecem os ricos.
  • A cúpula vai tratar de temas como Oriente Médio e Ucrânia; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa como convidado;Genebra manteve forte segurança com lojas fechadas.

Cerca de 20 mil pessoas participaram de uma marcha em Genebra, na Suíça, que começou de forma pacífica, mas terminou com ações contra símbolos considerados do capitalismo e do multilateralismo. Um veículo Tesla foi incendiado e janelas de um escritório da ONU foram quebradas. A polícia reagiu com gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

O protesto ocorreu neste fim de semana, em véspera da cúpula do G7, prevista para acontecer entre 15 e 17 de junho, em Evian-les-Bains, na França. A reunião contará com líderes de França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e União Europeia, com o Brasil como convidado.

No decorrer da mobilização, manifestantes retiraram tijolos do chão para atirar contra as forças de segurança. Crianças presentes no entorno reclamaram do gás lacrimogêneo. Estabelecimentos foram fechados e centenas de policiais participaram da operação de controle.

Contexto da cúpula e desdobramentos

A agenda do G7 tende a incluir questões do Oriente Médio e da Ucrânia, além de temas sobre mudanças climáticas, comércio e desigualdades. Observadores apontam que protestos costumam acompanhar eventos dessas reuniões, com críticas a políticas de cooperação e ao poder econômico concentrado.

Entre os manifestantes, parte do grupo expressou críticas ao G7 como símbolo de riqueza e influência. A semana anterior trouxe notícias sobre movimentos ligados a figuras ligadas ao setor de tecnologia e ao setor financeiro, que entraram no debate público sobre riqueza e poder.

Repercussões locais

Em Genebra, a segurança foi reforçada e o comércio local manteve-se parcialmente fechado. A operação policial manteve-se em vigência para evitar novos incidentes durante a instalação das atividades da cúpula na região fronteiriça. A prefeitura não divulgou números oficiais de feridos até o momento.

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