- Emigraram mais de 140 mil milionários no último ano, segundo a New World Wealth; previsão de 165 mil neste ano.
- O setor de imigração por investimento movimentou US$ 40 bilhões em 2025, com mais de mil e 200 empresas neste ramo.
- Dubai continua sendo destino popular entre ricos do sul global; EUA, Reino Unido e países europeus atraem interesse crescente.
- Espanha interrompeu em 2025 seu programa de residência por investimento; a União Europeia afirmou que Malta violava regras, enquanto Portugal estendeu o tempo de espera para emissão de passaportes.
- Os Estados Unidos abrigam mais de um terço da riqueza mundial com patrimônio líquido superior a US$ 30 milhões; clientes buscam, em geral, residência na Europa por motivos políticos e de mobilidade.
Nos ricos do mundo migrando em massa, o setor de imigração por investimento movimenta bilhões. Segundo a New World Wealth, mais de 140 mil milionários emigraram no último ano, com projeção de chegar a 165 mil em 2025. O mercado envolve consultorias, escritórios de advocacia, imobiliárias e fundos vinculados a cidadania.
A prática cresce apesar de incertezas políticas e mudanças regulatórias. A IMI aponta que o setor movimentou US$ 40 bilhões em 2025, o dobro de 2019, com mais de 1,2 mil empresas atuando no segmento. Destinos populares incluem Estados Unidos, Europa, Emirados e Caribe, além de países com programas de investimento.
Estados Unidos: maior destino e mudanças no perfil
Os Estados Unidos estão entre os destinos mais procurados, mesmo com barreiras regulatórias. Dados da Knight Frank indicam que o país abriga mais de um terço da renda global com patrimônio líquido acima de US$ 30 milhões. Em 2024, surgiram consultorias dedicadas a citizenship e residency por investimento.
Programas de imigração por investimento continuam atraentes para alguns estrangeiros ricos, como o EB-5, com investimento mínimo de US$ 800 mil, com perspectivas de aumento para cerca de US$ 900 mil no próximo ano. Outros vistos e caminhos permanecem em oferta, embora com demanda variável.
Europa, Caribe e beyond: mudanças de políticas e novos planos
Em vários países europeus, a relação entre riqueza e impostos condiciona escolhas de residência. França, Alemanha e Espanha registraram queda na atração de milionários, segundo a Henley & Partners. Espanha encerrou recentemente um programa de residência por investimento, ampliando agora o debate sobre políticas imobiliárias.
No Caribe, São Vicente e Granadinas anunciou, em dezembro, um programa de cidadania por investimento considerado essencial para a economia local. Uzbequistão, Maldivas e Nauru também buscaram desenvolver opções semelhantes, segundo a consultoria. Outros países avançaram com reformas para cumprir regulações da UE e melhorar a verificação de antecedentes.
Perspectivas e cautelas
A demanda por cidadania e residência no exterior segue alta entre elites globais, especialmente entre norte-americanos que buscam alternativas para o futuro político e econômico. Pesquisadores ressaltam que governos enfrentam pressão para aumentar diligência nos programas, diante de riscos de uso indevido e impactos regulatórios.
Críticos e consultores apontam que, apesar de recepções calorosas, mudanças de regras e avaliações rigorosas podem alterar o fluxo de migrantes de alta renda. O cenário atual indica continuidade de interesse, com ajustes conforme políticas nacionais e condições globais.
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