- Suíça rejeitou o plebiscito anti-imigração que previa um teto populacional de 10 milhões, com 55% dos votos contrários e 45% a favor, segundo a SRF.
- A proposta apontava que o país atingiria 10 milhões de habitantes em 2040; para evitar isso, o governo seria pressionado a restringir a entrada de imigrantes ou incentivar a saída de pessoas.
- O referendo foi encabeçado pelo Partido Popular Suíço (SVP) e preocupava com a possível suspensão da livre circulação de trabalhadores com a União Europeia.
- A rejeição é vista como positiva para as relações com a UE e para manter o atual regime de livre circulação, segundo representantes de entidades empresariais.
- Um estudo da BAK Economics avalia que, se a medida fosse aprovada, o crescimento de 2028 a 2045 reduziria em cerca de 7,1% e haveria impacto imediato em investimentos.
O plebiscito nacional na Suíça rejeitou uma proposta anti-imigração que previa limitar a população do país a 10 milhões de habitantes. A projeção preliminar da emissora pública SRF aponta 55% de votos contra a medida e 45% a favor. A votação ocorreu neste domingo, 14 de junho de 2026.
Os defensores argumentavam que a infraestrutura está no limite, com transporte público sobrecarregado e congestionamentos. Já o governo, o Parlamento, sindicatos, partidos e organizações patronais se posicionaram contra a proposta, temendo impactos na economia e nas relações com a UE.
Panorama econômico e político
O tema envolve a relação com a União Europeia, principal parceiro comercial, e a livre circulação de trabalhadores. A Suíça é signatária do Espaço Schengen desde 2002, o que facilita a mobilidade de pessoas entre os estados europeus.
Com 9,1 milhões de habitantes atuais, a Suíça tem 31% de população estrangeira, grande parte proveniente da UE. O país depende do fluxo migratório para manter o crescimento econômico e a oferta de mão de obra qualificada.
A rejeição evita impactos na livre circulação e mantém previsões de continuidade de investimentos, segundo analistas e representantes de organizações empresariais. Estimativas indicam que uma vitória do “sim” poderia reduzir o crescimento de 7,1% entre 2028 e 2045.
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