- Putin ligou para Trump neste domingo, parabenizando-o pelo 80º aniversário e discutiu as relações bilaterais entre Moscou e Washington.
- A conversa durou quase uma hora; foi mencionada a visita de novos enviados dos EUA a Moscou, Steve Witkoff e Jared Kushner, em breve.
- Putin afirmou que, se o presidente ucraniano Zelensky quiser reunião, deveria ir a Moscou; Zelensky tem recusado encontros.
- Trump disse que um acordo entre Estados Unidos e Irã é iminente e pode ser anunciado ainda hoje; Zelensky agradeceu o apoio dos EUA, incluindo mísseis Javelin e sistemas Patriot.
- Zelensky informou ter conversado com Trump sobre paz e que tratarão do tema na cúpula do G7, enquanto negociações com a Rússia seguem estagnadas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o de Rússia, Vladimir Putin, conversaram por telefone neste domingo, 14, para falar sobre relações bilaterais e o fim da guerra na Ucrânia. A conversa durou cerca de uma hora, segundo o Kremlin.
Trump participou do diálogo com Putin logo após parabenizar o líder russo pelo seu 80º aniversário, em tom de cordialidade entre as nações. O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, também informou sobre a reunião.
Foi anunciado que enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, devem visitar a Rússia novamente em breve. Putin sugeriu que, se Zelensky quiser se encontrar, o encontro deve ocorrer em Moscou.
Trump informou ao Kremlin sobre a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã, que pode ser anunciando ainda neste domingo, conforme comunicado da casa russa.
Paralelamente, Trump manteve contato com Zelensky, que também cumprimentou o americano pelo aniversário. O presidente ucraniano indicou ter voltado a discutir a paz com Washington.
Zelensky afirmou ter conversado com Trump sobre muitos temas, incluindo paz, e disse que planeja aprofundar o assunto na Cúpula do G7, que começa amanhã na França.
A busca por um acordo de paz permanece complexa. Zelensky vê potencial mudança de dinâmica, enquanto Putin não abriu mão de condições para a negociação, mantendo a retirada de território pela Ucrânia como ponto central.
Na Europa, líderes britânicos, franceses e alemães, após conversas com Zelensky em Londres, disseram apoiar a ideia de negociações presenciais e ressaltaram o papel europeu no processo.
Zelensky agradeceu a ajuda de Washington, citando mísseis antitanque Javelin e sistemas Patriot. Em cartas abertas, pediu apoio adicional para Patriot e maior coordenação internacional.
Com informações da Reuters.
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