- O Partido Comunista da Venezuela (PCV) lamentou a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua, ocorrida na sexta-feira (12) em operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela no estado de Bolívar.
- O PCV classificou a ação como execução sumária, dizendo que viola o devido processo legal, princípios do direito internacional e a soberania venezuelana.
- A morte foi anunciada na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a operação foi rápida e letal, conduzida pelo Comando Sul dos Estados Unidos.
- O Tren de Aragua é uma facção criminosa venezuelana envolvida em tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, lavagem de dinheiro e assassinatos; os Estados Unidos classificaram a organização como terrorista estrangeira no ano passado.
- O PCV associou a operação a interesses econômicos dos Estados Unidos na região de Bolívar e teme maior controle de corporações estrangeiras sobre recursos naturais; o governo de Delcy Rodríguez confirmou cooperação tecnológica e de inteligência com Washington.
O Partido Comunista da Venezuela (PCV) lamentou nesta segunda-feira (15) a operação dos EUA que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, líder do Tren de Aragua. A ação ocorreu na sexta-feira (12) no estado de Bolívar, no sul do país, e foi realizada por forças americanas em parceria com autoridades venezuelanas.
O PCV classificou o disparo como execução sumária e pediu respeito ao devido processo legal. A sigla argumenta que a operação violou princípios do direito internacional e a soberania venezuelana.
A morte foi anunciada na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a ação foi conduzida pelo Comando Sul. O ataque foi descrito como rápido e letal pelo chefe da Casa Branca.
Contexto sobre o Tren de Aragua
O Tren de Aragua é uma facção criminosa de origem venezuelana com atuação em vários países das Américas. Segundo os EUA, o grupo atua com tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, lavagem de dinheiro e homicídios. A organização foi classificada como terrorista estrangeira no ano passado.
Cooperação e postura do governo venezuelano
O governo interino liderado por Delcy Rodríguez confirmou a operação e informou apoio tecnológico especializado e compartilhamento de informações entre Caracas e Washington. O PCV acusou o regime de subordinação aos interesses americanos.
Implicações regionais
Os comunistas afirmaram temer que ações desse tipo ampliem o controle de corporações estrangeiras sobre recursos naturais de Bolívar, região rica em minerais e próxima à fronteira com o Brasil. O partido aponta que o combate ao narcotráfico não pode justificar intervenções militares estrangeiras.
Contexto político recente
A nota ocorre em meio a sinalizações de aproximação entre EUA e Venezuela após a capturada de Nicolás Maduro, anunciada em janeiro. O PCV reforça a necessidade de reduzir a influência externa na soberania venezuelana.
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