- A renovação do status Daca, que antes levava poucas semanas, está demorando meses durante a gestão Trump.
- Claudia apresenta seis meses de espera desde a defesa da renovação; Cesar também está em limbo há seis meses após perder o emprego.
- A demora coloca em risco educação, carreira e autorização de trabalho de quem está no programa, afetando a vida de quem cresceu nos EUA.
- Mais de 500 mil beneficiários ativos de Daca vivem nos Estados Unidos, vindos de quase 200 países; o programa enfrenta ações legais e restrições adicionais.
- Trabalhadores com Daca relatam insegurança econômica e pressão pública, enquanto grupos de defesa pedem proteção e uma via de residência permanente.
Claudia deu entrada em dezembro para renovar o status Daca, visto criado em 2012 para proteger jovens imigrantes sem documents. O processo, que costumava durar semanas, já se prolonga por meses, deixando sua situação de vida em suspenso.
Ao longo dos 14 anos, quem se enquadra no programa precisa manter status legal para evitar deportação. A espera prolongada prejudica estudos, empregos e planos de carreira, já que a autorização de trabalho continua indefinida.
Claudia, que chegou aos EUA com quatro anos, afirma ter cumprido todas as etapas e regras, mas permanece sem retorno oficial. Ela pediu anonimato por receio de retaliação.
Cesar também está em atraso de seis meses com a renovação. Ele perdeu um emprego anterior na área de RH e passou a vender burritos na rua para manter a renda, mantendo presença online para contar sua experiência.
Contexto político e judicial
A demora ocorre em meio a uma escalada de hostilidade contra Dreamers, com prisões e deportações associadas à política de controle de imigração vigente. Estima-se que mais de 500 mil beneficiários atuem nos EUA, provenientes de quase 200 países.
Mesmo com a defesa do programa, o governo tem ressaltado que o Daca não confere status legal, e a agência de imigração aponta rigor na triagem de entradas. A reforma permanece em disputa judicial e política nos EUA.
Organizações de defesa afirmam que atrasos desestabilizam famílias, trabalhadores e economias locais. Há cobrança por ações legislativas, como o Dream Act, que criaria caminho para residência permanente e cidadania.
Além disso, o governo federal discutiu regras de autorizações de trabalho mais restritivas para portadores de Daca e restringiu a emissão de Carteiras de Motorista Comercial para esse grupo, segundo fontes ligadas ao debate regulatório.
Claudia aponta que muitos Dreamers cresceram no país, estudaram e trabalham, sem pedir tratamento preferencial, apenas uma oportunidade de seguir adiante com segurança.
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