- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que um acordo de paz com o Irã será assinado na sexta-feira, 19; o anúncio foi confirmado pelo primeiro-ministro do Paquistão, mediador entre os dois países desde março.
- Os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira ante a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, ainda que os termos do acordo permaneçam vagos.
- Segundo o site Axios, EUA e Irã negociarão por dois meses questões relacionadas ao enriquecimento de urânio e ao destino do material radioativo iraniano; o Irã sinaliza que não abrirá mão de seu programa nuclear.
- O Irã condiciona a assinatura do acordo ao fim das ações israelenses no Líbano; o governo de Israel diz não estar vinculado ao que for decidido entre EUA e Irã e continuará operações contra o Hezbollah.
- Enquanto isso, o Irã atua em Bab El-Mandeb, com apoio aos houthis, para dificultar a navegação; o vice-presidente dos EUA disse que o texto será divulgado ainda nesta semana e que, para a região ficar realmente segura, é preciso atender às condições de fim do programa nuclear, garantia de segurança de Israel e restabelecimento da liberdade de navegação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que um acordo de paz com o Irã será assinado na próxima sexta-feira, 19. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador desde março, um mês após ataques de EUA e Israel ao Irã. A divulgação ocorreu por meio das redes sociais.
A confirmação ocorre em meio a expectativas de reabertura total do Estreito de Ormuz, que influenciaria os preços internacionais do petróleo, já em queda nesta segunda. No entanto, os termos do acordo permanecem vagos em várias áreas, o que gera cautela tanto entre técnicos quanto investidores.
Segundo o site Axios, as negociações entre EUA e Irã devem durar dois meses e abrangem principalmente enriquecimento de urânio e o destino do material radioativo iraniano. Durante a guerra, Teerã afirmou não abrir mão de seu programa nuclear, o que complica o caminho para um entendimento completo.
O otimismo de Washington contrasta com a resistência de Teerã, que condiciona a assinatura a mudanças na política israelense. Enquanto o Irã demanda fim das ações de Israel no Líbano, autoridades israelenses dizem não estar vinculadas aos acordos e continuam a campanha militar se a ameaça do Hezbollah persistir.
O tema da reabertura do Estreito de Ormuz, que facilitaria a navegação internacional, aparece como ponto central. Trump mencionou uma abertura sem pedágios, mas o Irã sinaliza cobrança de taxas após as negociações, cobrando serviços oferecidos pelo Irã e Omã.
Outro ponto relevante envolve o Estreito de Bab El-Mandeb, passagem que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Adên e ao Oceano Índico. O Irã, por meio de aliados como os houthis, tem atuado para alterar a navegação na região, ampliando riscos para o comércio global.
Membros do governo de Israel afirmam não estar vinculados aos acordos entre EUA e Irã e mantêm operações contra o Hezbollah. A avaliação é de que a paz depende de avanços em questões centrais como o fim do programa nuclear iraniano e a garantia de segurança para Israel.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou que o acordo, quando divulgado, poderá tornar a região mais segura. Entre as condições para esse cenário estão o término do programa nuclear iraniano, a eliminação de ameaças a Israel e a restauração da livre navegação na região.
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