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França e Reino Unido prontos para missão militar no estreito de Hormuz

França e Reino Unido prontos para liderar missão no estreito de Hormuz, com porta-aviões e navios de vigilância, caso acordo entre EUA e Irã seja confirmado

Emmanuel Macron, presidente da França, cumprimenta forças de segurança na abertura do encontro do G7, em Évian-les-Bains, na França, nesta segunda (15)
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  • Macron disse que França e Reino Unido estão prontos para liderar uma missão conjunta de escolta e remoção de minas no estreito de Hormuz, assim que o acordo de paz entre EUA e Irã for confirmado; o porta-aviões Charles de Gaulle pode ser deslocado em dois a três dias, e aeronaves de vigilância mais uma fragata podem seguir já na terça-feira.
  • A missão incluiria também holandeses e italianos, com liderança coordenada entre Paris e Londres; países como Alemanha, Japão e Itália participaram de uma declaração pela reabertura imediata de Hormuz.
  • O estreito é passagem obrigatória para cerca de um quarto da produção mundial de petróleo e gás; o Brent chegou a passar de US$ cento e vinte no auge da crise.
  • Macron afirmou que não é aceitável que o Irã cobre pedágio pela passagem dos navios; a discussão sobre pedágio deve ocorrer na cúpula, enquanto a prioridade é fazer com que os navios voltem a circular.
  • A cúpula do G7 deve tratar o Oriente Médio nesta terça-feira; o acordo entre Washington e Teerã, anunciado no domingo, terá assinatura formal em Genebra na sexta-feira; há ainda apostas sobre rotas alternativas de escoamento via Iraque, Síria, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

França e Reino Unido anunciaram estar prontos para liderar uma missão militar conjunta no estreito de Hormuz, caso seja confirmado o acordo de paz entre EUA e Irã. A operação incluiria escolta e remoção de minas. A decisão foi comunicada durante o G7, em Évian.

Macron afirmou que o porta-aviões Charles de Gaulle pode ser deslocado para a região em dois a três dias, após a confirmação do acordo. Aeronaves de vigilância e uma fragata poderiam ser enviadas já nesta terça-feira.

Participam da operação também países como Holanda e Itália, já presentes na região, com coordenação liderada por Paris e Londres. Alemanha, Japão e Itália assinaram uma declaração conjunta pedindo a reabertura imediata de Hormuz.

Contexto

O estreito é passagem crítica para cerca de um quarto da produção mundial de petróleo e gás, e estava bloqueado há mais de 100 dias. A expectativa é de restauração das rotas de abastecimento, com impacto potencial sobre preços.

Macron alertou sobre a possibilidade de cobrança de pedágio pela passagem, hipótese ventilada pela imprensa iraniana e discutida com os EUA. O presidente francês disse que isso viola o direito internacional e será tema de debate na cúpula.

Para o consumidor, a reabertura pode reduzir preços em semanas, desde que haja confiança de que a normalização é duradoura. A queda dependerá da percepção dos mercados sobre a estabilidade das rotas.

Além da reabertura, Macron defendeu o desenvolvimento de rotas alternativas de escoamento, por meio de pipelines que passem por Irak, Síria, Líbano, EUA e Arábia Saudita, como estratégia de longo prazo.

A cúpula do G7, nesta terça-feira, deverá discutir o Oriente Médio com a participação de Egito, Arábia Saudita e Catar, além de Zelensky. O acordo entre Washington e Teerã tem assinatura prevista para sexta, em Genebra.

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