- Lula busca uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na cúpula do G7, em Évian, França, para tratar de possíveis tarifas sobre produtos brasileiros.
- O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos propôs tarifas de 25% e 12,5%, dependentes da aprovação final pelo presidente americano.
- O Brasil, convidado para o G7, pretende usar o encontro para obter esclarecimentos e reforçar a cooperação no combate ao crime organizado.
- A comitiva de Lula inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, com foco em cooperação em segurança pública.
- O governo brasileiro observa dificuldades em reverter a classificação de facções criminosas como terroristas, enquanto discute proteção ao comércio e multilateralismo na participação no G7.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca realizar uma reunião com Donald Trump durante a cúpula do G7 na França, a fim de discutir a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A iniciativa ocorre enquanto o Brasil participa como convidado do evento, que segue até esta quarta-feira em Évian.
Lula pretende tratar, na prática, da possível taxação anunciada pelo Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR), que pode impor tarifas de 25% sobre determinados bens brasileiros e 12,5% sobre itens de países com trabalho forçado, sujeitando-se à aprovação de Joe Biden. O objetivo é ampliar a cooperação com os Estados Unidos para além das tarifas.
A conversa entre Lula e Trump é vista como um caminho para esclarecer compreender e evitar medidas protecionistas antes do fim do prazo para a decisão da Seção 301, prevista para daqui a um mês. A pauta também inclui fortalecer o diálogo sobre comércio e segurança pública.
Diálogo e cooperação no combate ao crime organizado
A comitiva brasileira inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que pretendem discutir cooperação contra o crime transnacional, lavagem de dinheiro e tráfico de armas. O objetivo é abrir canais de diálogo entre Brasil e EUA nesse tema.
A missão de Lula, durante o C7, envolve articulação com outros parceiros para fortalecer a governança regulatória, a transparência em processos de comércio exterior e a defesa de um multilateralismo mais robusto. A avaliação é de que o encontro informal com Trump pode ajudar a desacelerar tensões comerciais.
O Planalto considera prudente manter o canal aberto por meio do Grupo de Trabalho, privilegiando negociações técnicas e políticas, para evitar rupturas abruptas. A intenção é evitar desdobramentos que agravem a relação comercial entre Brasil e EUA.
Contexto e perspectivas
Especialistas lembram que a Seção 301 é sensível e pode impactar relações comerciais de forma duradoura, mesmo com mudanças de governo. A prioridade é monitorar impactos e ajustar políticas públicas para reduzir vulnerabilidades econômicas.
Além das tarifas, Lula deve discursar na cúpula do G7, reforçando a importância de relações comerciais abertas e do multilateralismo, ainda que sem mencionar diretamente Trump. A agenda de hoje envolve atividades entre os países-membros do G7, antes de eventuais encontros informais.
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